Brasil
28/03/2008 - 19h09

Dividido, PMDB do Rio adia decisão sobre aliança para a Prefeitura do Rio

RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

Dvidido em três grupos, o PMDB do Rio decidiu nesta sexta-feira adiar para abril a decisão sobre as alianças para a eleição municipal de outubro. Na reunião da executiva municipal da legenda realizada hoje, o presidente da Alerj (Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro), deputado estadual Jorge Picciani (PMDB), sugeriu marcar um novo encontro para debater as seguintes alternativas: a aliança com o PT, a parceria com o DEM e a candidatura própria.

A Folha Online apurou que o incômodo dos peemedebistas foi causado pela forma como o governador do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB), e Picciani conduziram as negociações em favor da aliança com o PT. Para os integrantes do PMDB fluminense, as articulações ocorreram de forma tão discreta que deram a entender que foram feitas para que não houvesse divulgação.

Em meio a discursos acalorados, os representantes das diversas vertentes do PMDB do Rio defenderam suas posições. O primeiro a apoiar a aliança com o PT foi Jorge Picciani. No começo da semana ele e Cabral negociaram com o PT apoio ao nome do deputado estadual Alessandro Molon (PT).

Já o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que é presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara e uma das principais lideranças da legenda na Casa, fez ressalvas à posição de Picciani. Para ele, é possível definir em favor da aliança com o PT desde que o candidato não seja Molon.

O presidente da CPI do Grampo na Câmara Federal, deputado Marcelo Itagiba (PMDB), reiterou que o partido deveria defender a candidatura própria na capital. Disposto a disputar as eleições, Itagiba confirmou ser pré-candidato.

Para outros peemedebistas, o correto seria manter o acordo, firmado em agosto do ano passado, de firmar uma aliança com o DEM. Na ocasião, o ex-governador Anthony Garotinho admitiu que o PMDB tem força no interior do Rio e na Baixada Fluminense, mas faltaria um nome de peso para a capital --o que não ocorre com os democratas.

Na disputa pela Prefeitura do Rio pelo DEM, o nome mais provável é o da deputada federal Solange Amaral, que já foi secretária municipal e candidata à prefeita. Segundo parlamentares, ela conhece em detalhes a capital.

No domingo, o PT do Rio realiza prévias para escolher quem será o candidato do partido para as disputar as eleições. Molon e o ex-deputado federal Vladimir Palmeira estão no páreo. O nome de Molon é apontado como vitorioso.

Comentários dos leitores
Afonso Ueno (24) 11/10/2008 21h25
Afonso Ueno (24) 11/10/2008 21h25
Em 2010, LULA Senador.E FHC,para Deputado.São Paulo precisa deles. sem opinião
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Rui Ruz Caputi Caputi (894) 10/10/2008 21h37
Rui Ruz Caputi Caputi (894) 10/10/2008 21h37
Aqui em Sampa já estamos perdendo toda a graça de discutir a eleição. O Kassab leva essa, a Marta terá que aguardar mais 4 longos anos. A dúvida nossa agora é de quanto vai ser o placar. Eu penso que o Kassab deverá passar os 60%.

Já no Rio o Gabeira da dando um show de bola. A Marina Silva sabe o que é bom para o Brasil. O Niemayer também. Agora só falta o povo!
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Antonio Fouto Dias (1722) 10/10/2008 21h33
Antonio Fouto Dias (1722) 10/10/2008 21h33
O Presidente Lula apoiar Eduardo Paes é realmente estranho, apesar de que em polítca pelo visto vale tudo para se tentar evitar uma eventual vitória de quem não se deseja no poder.
Em São Paulo não é diferente, tanto que para lá estáo se dirigindo ministros que são do Rio Grande do Sul e que nada tem a ver com a municipalidade paulistana.
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