Dividido, PMDB do Rio adia decisão sobre aliança para a Prefeitura do Rio
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
Dvidido em três grupos, o PMDB do Rio decidiu nesta sexta-feira adiar para abril a decisão sobre as alianças para a eleição municipal de outubro. Na reunião da executiva municipal da legenda realizada hoje, o presidente da Alerj (Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro), deputado estadual Jorge Picciani (PMDB), sugeriu marcar um novo encontro para debater as seguintes alternativas: a aliança com o PT, a parceria com o DEM e a candidatura própria.
A Folha Online apurou que o incômodo dos peemedebistas foi causado pela forma como o governador do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB), e Picciani conduziram as negociações em favor da aliança com o PT. Para os integrantes do PMDB fluminense, as articulações ocorreram de forma tão discreta que deram a entender que foram feitas para que não houvesse divulgação.
Em meio a discursos acalorados, os representantes das diversas vertentes do PMDB do Rio defenderam suas posições. O primeiro a apoiar a aliança com o PT foi Jorge Picciani. No começo da semana ele e Cabral negociaram com o PT apoio ao nome do deputado estadual Alessandro Molon (PT).
Já o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que é presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara e uma das principais lideranças da legenda na Casa, fez ressalvas à posição de Picciani. Para ele, é possível definir em favor da aliança com o PT desde que o candidato não seja Molon.
O presidente da CPI do Grampo na Câmara Federal, deputado Marcelo Itagiba (PMDB), reiterou que o partido deveria defender a candidatura própria na capital. Disposto a disputar as eleições, Itagiba confirmou ser pré-candidato.
Para outros peemedebistas, o correto seria manter o acordo, firmado em agosto do ano passado, de firmar uma aliança com o DEM. Na ocasião, o ex-governador Anthony Garotinho admitiu que o PMDB tem força no interior do Rio e na Baixada Fluminense, mas faltaria um nome de peso para a capital --o que não ocorre com os democratas.
Na disputa pela Prefeitura do Rio pelo DEM, o nome mais provável é o da deputada federal Solange Amaral, que já foi secretária municipal e candidata à prefeita. Segundo parlamentares, ela conhece em detalhes a capital.
No domingo, o PT do Rio realiza prévias para escolher quem será o candidato do partido para as disputar as eleições. Molon e o ex-deputado federal Vladimir Palmeira estão no páreo. O nome de Molon é apontado como vitorioso.
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Em São Paulo não é diferente, tanto que para lá estáo se dirigindo ministros que são do Rio Grande do Sul e que nada tem a ver com a municipalidade paulistana.
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