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Brasil
30/09/2002 - 08h01

No RS, Rigotto ultrapassa Britto e Tarso segue na liderança

LÉO GERCHMANN
da Agência Folha, em Porto Alegre

O candidato do PMDB a governador Germano Rigotto ultrapassou Antônio Britto, do PPS, e, confirmando-se esse quadro, está sacramentando a virada que se desenhava no Rio Grande do Sul e que o coloca como candidato de oposição no segundo turno contra Tarso Genro (PT).

Coincidentemente, o presidenciável Ciro Gomes (PPS) cancelou carreatas e comícios que faria em Porto Alegre anteontem à noite.

De acordo com pesquisa publicada pelo jornal ""Correio do Povo", Rigotto subiu de 16,1% para 24,8%, e Britto caiu de 27,2% para 22,1%. Tarso oscilou de 34% para 33,8%. A margem de erro é de 2,2 pontos para mais ou para menos.

O Ibope divulgado ontem no jornal "Zero Hora" mantém empate entre Rigotto e Britto: 21% a 21%. Tarso tem 31% (a margem de erro é de 2,6 pontos).

Outro instituto que acompanha a eleição gaúcha, o Cepa, da Universidade Federal do RS, indicou, na última quinta, empate técnico entre Rigotto (21,4%) e Britto (22,6%). Tarso estava com 34%. A margem de erro é de 2,4 pontos.

Sem definição, os candidatos estão deixando suas estratégias em compasso de espera.

Tarso disse que a única definição é a realização de caminhadas e comícios em 20 cidades. O principal será segunda, com Lula, em Porto Alegre. Sobre o tom a ser adotado, diz não haver uma definição. O PT recolheu acusações que usaria contra Britto.

O PT tem preferência: Britto. Por isso, diminuiu os ataques a ele. Rigotto é menos vulnerável, e, se for para o segundo turno, a estratégia que estava sendo montada para enfrentar o candidato do PPS terá de ser modificada.

O PMDB e o PPS têm estratégias semelhantes para seus candidatos: realizar caminhadas e comícios nas grandes cidades e manter a mesma linha adotada até agora. Britto e Rigotto não vão trocar farpas nesta última semana.

"A estratégia que está dando certo não pode ser modificada. O Rigotto não vai partir para o ataque nesta semana, seja ao Britto ou ao Tarso. Seria insano. O segundo turno está a um passo", disse o deputado Cezar Schirmer, presidente regional do PMDB.

Quanto a Britto, o coordenador da sua campanha, o deputado Nelson Proença, diz que não haverá ataques a Rigotto para evitar que ele realmente tome a frente. A avaliação do PPS é que essa estratégia pioraria a situação.
 

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