Lula deve antecipar reunião de coordenação política para discutir vazamento de dossiê
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve se reunir nesta noite com os ministros que integram a coordenação política do governo para discutir as denúncias de vazamento de informações na Casa Civil que teriam dado origem ao dossiê contra a gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Lula mudou sua agenda para incluir o encontro, previsto inicialmente para esta terça-feira.
O Palácio do Planalto não confirma a reunião oficialmente, uma vez que a agenda de Lula pode sofrer atrasos no Rio de Janeiro --onde o presidente passou o dia ao lado da ministra Dilma Roussef (Casa Civil) em inaugurações de obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
A expectativa é a de que o presidente também se reúna nesta noite com os líderes governistas no Congresso. Além de discutir o dossiê, a reunião teria como objetivo traçar a estratégia de votações do governo esta semana, uma vez que a oposição ameaça obstruir as votações se não houver a retiradas de medidas provisórias da pauta.
O Palácio do Planalto quer evitar a convocação de Dilma ao Congresso para explicar o vazamento de informações. A Folha Online apurou que a ordem do governo é blindar a ministra na CPI Mista (com deputados e senadores) dos Cartões Corporativos, por isso o presidente pretende conversar com líderes aliados para discutir estratégias de ação.
A oposição prometeu iniciar uma ofensiva para garantir a convocação da ministra. DEM e PSDB não descartam apresentar sua convocação diretamente ao plenário do Senado, ou mesmo tentar aprová-la na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) ou na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle, onde têm número suficiente de parlamentares para garantir a aprovação.
Os governistas, por sua vez, vão tentar evitar a convocação da ministra. Mas admitem que a sua ida pode ser tornar inevitável caso o Palácio do Planalto não apresente informações convincentes para explicar o vazamento de informações do dossiê.
"Se o governo conseguir explicar o vazamento, a ministra pode escapar de ir ao Congresso. Se o governo não conseguir, a ministra terá que ir ao Congresso", disse o líder do PSB no Senado, Renato Casagrande (ES) à Folha Online.
DEM e PSDB vão se reunir até amanhã para definir as estratégias de ação. O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), disse que o governo terá que explicar o vazamento de informações sob pena de colocar em risco o regime democrático do país. "O que me importa não é o caráter dos gastos, mas sim o fato do governo ser reincidente. Depois de um dossiê montado por aloprados, como o próprio presidente os apelidou, agora temos outra história de ilegalidade", disse o tucano.
Dossiê
A oposição decidiu centrar o foco em Dilma depois de reportagem da Folha que aponta a secretária-executiva da Casa Civil, Erenice Alves Guerra, como responsável por ordenar a organização do dossiê com todos os gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, de sua mulher, Ruth, e ministros da gestão tucana com cartões corporativos.
O banco de dados que teria sido montado a pedido de Erenice é paralelo ao Suprim, sistema oficial de controle de despesas com suprimentos de fundos do governo. Com 13 páginas, o documento registra com detalhes, e fora da ordem cronológica, diversos gastos da gestão FHC, com ênfase nos feitos por Ruth Cardoso e naqueles envolvendo bebidas e itens como lixas de unha e veludo alemão.
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Especial



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"Segundo o parecer da Procuradoria, "com exceção das imputações feitas nas referidas representações --imputações que não se confirmaram-- não consta dos autos sequer indícios da participação da ministra da Casa Civil Dilma Rousseff, do ministro da Justiça Tarso Genro e do ministro Jorge Hage, da Controladoria-Geral da República, nos fatos noticiados, nenhuma prova de que partiu da primeira a ordem para a elaboração do dossiê ou para a divulgação dos dados, nem da omissão dos demais na apuração dos fatos". "
Tá bom, vou fazer de conta que eu acredito.
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Só espero que o senado barre essa aquisição do TCU. Se for eleição 50% + 1 ela tá dentro, mas se tiver que ser 2/3 do senado, temos alguma chance para que isso não ocorra.
Prefiro o Múcio, pois não é fiel a ninguém, só a ele mesmo e assim alguma falcatrua sempre sobra e nós ficamos sabendo e podemos pressionar, com a Eunice isso não aocnteceria, apenas o que fosse oposição, o que fosse da casa seria suprimido.
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