No Rio, Lula critica oposição e volta a chamar Dilma de "mãe do PAC"
LUISA BELCHIOR
Colaboração para a Folha Online, no Rio
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva atacou a oposição pelas críticas ao suposto perfil eleitoreiro das cerimônias de inauguração de obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Lula disse que vai continuar trabalhando enquanto outros gritam e xingam.
"Eu sei que tem pessoas que não gostariam que eu estivesse aqui. Mas enquanto a oposição grita, xinga, a gente trabalha. E vamos ver quem vai produzir mais", disse o presidente no lançamento do PAC da Baixada Fluminense, em Duque de Caxias, na região metropolitana do Rio.
Sem mencionar o suposto dossiê com gastos sigilosos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, da ex-primeira-dama Ruth Cardoso e de ex-ministros tucanos, Lula defendeu a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil). A secretária-executiva da Casa Civil, braço direito de Dilma, é acusada de ordenar a montagem do suposto dossiê.
Lula voltou a chamar Dilma de "mãe do PAC", batizou o vice-governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, de 'pai do PAC' no Rio e elogiou o senador Marcelo Crivella (PRB) --pré-candidato à prefeitura do Rio e que não estava presente.
"Esse companheiro [Pezão] é o gerente do PAC no Rio. Ele é o pai do PAC. E a Dilma é a gerente do PAC nacional, por isso que eu disse que ela era a 'mãe do PAC. Porque [ela] tem que acompanhar semanalmente, mensalmente."
Ao cumprimentar os presentes no palanque, Lula citou o nome de Crivella, que não estava lá. "Nosso querido companheiro Marcelo Crivella, senador da República que tanto tem nos ajudado lá em Brasília [...]", disse.
O gesto foi repetido pelo ministro Márcio Fortes (Cidades), pelo governador Sérgio Cabral, e pelo prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis.
Depois de elogiar Crivella, Lula fez críticas indiretas ao ex-governador do Rio Anthony Garotinho (PMDB). "Nós primeiro tivemos que consertar este país. Depois que nós arrumamos a casa, quis Deus que o Rio de Janeiro elegesse o Sérgio Cabral governador deste Estado, porque antes a gente não tinha com quem conversar no Rio de Janeiro. Porque existia alguém aqui que achava que ia disputar comigo e que, portanto, tinha que ser meu adversário", disse, referindo-se a Garotinho, que foi candidato a presidente da República em 2002 derrotado no primeiro turno.
O ministro Márcio Fortes (Cidades) justificou a presença de Lula em inaugurações do PAC pelo caráter "excepcional" do programa e disse que as viagens do presidente estão 'possivelmente' incomodando a oposição. "Alguns estão reclamando que há muita presença do presidente nesses eventos. Acontece que o PAC é um projeto excepcional de anúncio. E é suprapartidário, não houve nenhuma discriminação."
Dilma fala em palanque
Pela primeira vez em inaugurações de obras do PAC no Rio, Dilma falou no palanque. Ao fim da cerimônia, contudo, não quis falar com a imprensa. Ao público, falou que o país e o Rio vivem um bom momento e fez promessas de mais investimentos no Rio.
Descontraída, a ministra sorriu bastante, acenou e tirou fotos da platéia. "O Brasil não crescia de forma continuada há quase 30 anos. Estamos conseguindo colocar o crescimento na pauta deste país", disse, enquanto ouviu do público gritos com o seu nome. "No passado não se investiu no Rio nem R$ 3 bilhões por ano. O PAC, no seu horizonte, até 2010, vai investir algo como R$ 75 bilhões."
Prefeitos aliados
Ao contrário das inaugurações de obras do PAC em favelas cariocas, no dia 7 de março deste ano, quando o prefeito do Rio, Cesar Maia (DEM), não compareceu nem enviou um representante, estiveram presentes no palanque de Caxias prefeitos de municípios da região metropolitana que serão contemplados com o programa, como Lindberg Farias (Nova Iguaçu), Godofredo Pinto (Niterói) e Artur Messias (Mesquita), todos do PT, e Washington Reis (Duque de Caxias), do PMDB.
O ministro Márcio Fortes negou haver qualquer benefício a prefeitos de partidos aliados nas obras do PAC. "O programa é suprapartidário. Sentamos com todos os prefeitos da região metropolitana [do Rio]. Não houve nenhuma discriminação", afirmou.
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"Segundo o parecer da Procuradoria, "com exceção das imputações feitas nas referidas representações --imputações que não se confirmaram-- não consta dos autos sequer indícios da participação da ministra da Casa Civil Dilma Rousseff, do ministro da Justiça Tarso Genro e do ministro Jorge Hage, da Controladoria-Geral da República, nos fatos noticiados, nenhuma prova de que partiu da primeira a ordem para a elaboração do dossiê ou para a divulgação dos dados, nem da omissão dos demais na apuração dos fatos". "
Tá bom, vou fazer de conta que eu acredito.
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Só espero que o senado barre essa aquisição do TCU. Se for eleição 50% + 1 ela tá dentro, mas se tiver que ser 2/3 do senado, temos alguma chance para que isso não ocorra.
Prefiro o Múcio, pois não é fiel a ninguém, só a ele mesmo e assim alguma falcatrua sempre sobra e nós ficamos sabendo e podemos pressionar, com a Eunice isso não aocnteceria, apenas o que fosse oposição, o que fosse da casa seria suprimido.
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