DEM pede para TSE investigar Lula por propaganda antecipada em lançamento de programas
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
O presidente do DEM, Rodrigo Maia, protocolou hoje no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) pedido de investigação sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva por abuso de poder político e de autoridade. O partido acusa o presidente de usar recursos públicos para lançar programas e obras pelo país com o objetivo de antecipar a disputa eleitoral de outubro.
Na ação de investigação, o DEM pede que o TSE proíba o lançamento de programas do governo fora dos limites do Distrito Federal, além de não permitir que Lula use qualquer evento oficial para elogiar ou criticar partidos nem realizar campanha política.
"Há um abuso por parte do presidente, nos últimos meses, na utilização da máquina pública para antecipar as eleições. Ele usa de forma equivocada o dinheiro do país. Pode não estar fazendo campanha para si, mas faz para seus aliados", disse Maia.
O democrata afirma não ver problema no lançamento de programas em Brasília, mas disse que Lula beneficia seus aliados nas viagens que faz pelo país. Na ação, o DEM pede que o TSE multe o presidente em 50 mil Ufirs por propaganda eleitoral antecipada.
Segundo o partido, se o TSE encontrar irregularidades Lula poderá ficar inelegível por três anos a partir do evento em que for configurada propaganda eleitoral antecipada.
Lula voltou a criticar a oposição hoje, no Rio. "Eu sei que tem pessoas que não gostariam que eu estivesse aqui. Mas enquanto a oposição grita, xinga, a gente trabalha. E vamos ver quem vai produzir mais", disse o presidente no lançamento do PAC da Baixada Fluminense, em Duque de Caxias, na região metropolitana do Rio.
Para Maia, Lula comete equívocos quando faz esse tipo de crítica. "Ele está com um certo desequilíbrio. A oposição exerce seu papel."
No começo do mês, Lula afirmou que passararia o primeiro semestre do ano viajando e inaugurando obras pelo país. "Agora minha vida vai ser essa. Menos tempo em Brasília, mais tempo viajando esse país. Porque quanto mais obra, mais emprego e mais renda [vamos ter]. E melhor será a qualidade de vida das pessoas", disse ele.
Lula negou que a inauguração de obras do PAC tenha caráter eleitoral. "O país não parar por causa da eleição. Se eu pensasse em eleição, não faria acordo de R$ 8 bilhões com o governador José Serra [governador tucano de São Paulo], de R$ 4 bilhões com o Aécio [Neves, governador tucano de Minas]. O governo não vai deixar de fazer as coisas por causa das eleições", disse ele na época.
O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Marco Aurélio Mello, contestou na ocasião essas viagens. "Nós sabemos que as eleições municipais são preparatórias. Hoje mesmo, abri um jornal e verifiquei que o presidente empreenderá viagens em campanha para apoiar as bases. Evidentemente, não está fazendo isso a partir de relações pessoais", afirmou.
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O resto é tertulia flacida ad bovunim adormentare.
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Os que não sabem, podem imaginar facilmente . . .
:(
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