Investigado na Operação Hurricane entra com habeas corpus no STF
da Folha Online
O STF (Supremo Tribunal Federal) recebeu um novo habeas corpus apresentado pela defesa de Júlio César Guimarães Sobreira, sobrinho do bicheiro Ailton Guimarães Jorge, o Capitão Guimarães, ambos investigados na Operação Hurricane (furacão), da Polícia Federal, que desarticulou uma suposta quadrilha especializada em comprar sentenças judiciais em favor da máfia dos bingos e caça-níqueis.
No recurso, a defesa ressalta que em dezembro do ano passado foi apresentada nova denúncia com pedido de prisão contra Júlio César, um dia depois de ministro Marco Aurélio Mello ter concedido liberdade ao investigado por suposto envolvimento em outros crimes.
A defesa argumenta que houve falta de fundamentação na denúncia e no mandado de prisão preventiva, assim como na decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça), que lhe negou pedido de manutenção de liberdade.
"O decreto de prisão adota premissas equivocadas assumindo como verdadeiros fatos não provados e nem atribuíveis ao paciente [Júlio César], sendo insofismáveis as ilegalidades contidas tanto na fala do Ministério Público quanto na decisão judicial ora questionada [decisão do STJ]", afirma a defesa no recurso.
A defesa pede a manutenção da liberdade de Júlio César e a suspensão da ação penal a que responde até o julgamento do mérito deste habeas.
Operação
A primeira etapa da Operação Hurricane, deflagrada em 13 de abril de 2007, prendeu 25 pessoas, entre magistrados, bicheiros, policiais, empresários, advogados e organizadores do Carnaval do Rio.
A Polícia Federal deflagrou a segunda fase da Hurricane no dia 19 de junho de 2007. Desta vez, o foco eram policiais acusados de receberem propina para facilitar a ação da máfia dos bingos e dos caça-níqueis.
No dia 3 de julho de 2007, a PF deflagrou a terceira fase da Operação Hurricane, atingindo policiais acusados de receber propina da máfia dos jogos.
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