TCU exclui a Presidência de fiscalização sobre cartões corporativos
HUDSON CORRÊA
da Folha de S.Paulo, em Brasília
A auditoria do TCU (Tribunal de Contas da União) nas despesas com os cartões corporativos --aprovada em janeiro-- não levantará dados da Presidência da República.
A principal linha de fiscalização visa despesas, apenas de 2007, da Justiça do Trabalho, da Justiça Eleitoral, da Universidade de Brasília, do IBGE, do Incra, do Ministério da Agricultura e do INSS.
Relator do processo, o ministro Valmir Campelo decidiu que a auditoria não tratará de despesas sigilosas. O ministro argumenta que existe um processo em andamento no TCU que já analisa esses dados. Trata-se de fiscalização nos gastos da Abin (Agência Brasileira de Inteligência). Ele sustenta ainda que a Presidência da República já foi alvo de três auditorias sobre uso de cartões.
A origem da auditoria foi uma proposta, aprovada no plenário do TCU, do ministro Ubiratan Aguiar. Ele propôs a auditoria contábil no "âmbito da administração pública federal" e foco no volume de saques. Segundo o TCU, o gabinete da Presidência sacou R$ 11,6 milhões com cartões em 2007 e fez R$ 271,7 mil em faturas.
Campelo decidiu concentrar a auditoria nos órgãos que têm mais cartões: IBGE (1.755), Incra (838), Ministério da Agricultura (760) e INSS (393). A UnB foi escolhida pelo elevado número de cartões (266) e em função do montante dos saques em espécie em 2007 (R$ 584 mil). A Justiça do Trabalho foi incluída por apresentar o maior número de cartões no poder Judiciário, 349. E a Justiça Eleitoral devido à proximidade das eleições municipais. Com 215 cartões, a Justiça Eleitoral sacou R$ 242.857 e houve faturas de R$ 169.051,36.
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