Múcio nega ação para blindar Dilma e pede para autor do suposto dossiê aparecer
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
O ministro José Múcio Monteiro (Relações Institucionais) negou nesta terça-feira que o governo atue para blindar a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) de eventuais investigações sobre o vazamento de dados sigilosos envolvendo a gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e as despesas com cartões corporativos e contas
"A ministra é forte o tempo todo. Ela [Dilma Rousseff] é a grande condutora deste momento que Brasil tem vivido, deste momento de desenvolvimento que estamos vivendo. Evidente que algumas pessoas tentam atingi-la, talvez seja a pessoa mais emblemática, por conta do PAC [Programa de Aceleração de Crescimento]", disse Múcio após a reunião do CDES (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, no Palácio do Planalto.
Ao ser questionado sobre a blindagem em torno de Dilma no Congresso, o ministro negou qualquer ação do Planalto neste sentido. "Ela [a ministra] não precisa ser poupada. [Porque] não tem absolutamente nada a ver com isso", afirmou ele se referindo ao suposto dossiê com gastos sigilosos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e da ex-primeira-dama Ruth Cardoso.
Múcio apelou para que o responsável pela organização dos números retirados de um banco de dados apareça.
"Seria ótimo que as pessoas que prepararam estas coisas aparecessem porque é muito ruim você debater com quem não sabe quem é, discutir com o invisível", afirmou Múcio. "O bom é que essas pessoas que usaram estes números para criar este impasse, este constrangimento entre governo e oposição, que é uma coisa tão natural da democracia, se identificassem."
Segundo o ministro, o ideal seria que o responsável pelo suposto dossiê assumir a responsabilidade sobre seu ato. "[Eu gostaria que a pessoa] dissesse: 'Eu que fiz, foi alguém que mandou'. Seria uma coisa mais limpa, mais honesta, mais de frente", disse ele.
Evitando mencionar nomes e legendas políticas, Múcio ressaltou que há pessoas dispostas a apenas a "atrapalhar" em vez de trabalhar. "Tem uns que querem só fazer política, tem uns que querem atrapalhar e os que não querem ver o Brasil que desejamos, desenvolvido", afirmou ele.
O ministro reiterou a inexistência de um dossiê. "Primeiro, não existe dossiê feito pelo governo. Não temos interesse nisso. Seria como dar um tiro no pé. Isso criou constrangimento enorme", afirmou ele.
Múcio reiterou que aguarda novidades sobre os desdobramentos das investigações para os próximos dias. "Se Deus quiser, vamos descobrir quem fez este ato de irresponsabilidade querendo atiçar um debate que tem que ser em prol do país, e não apenas destas querelas políticas", afirmou.
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"Segundo o parecer da Procuradoria, "com exceção das imputações feitas nas referidas representações --imputações que não se confirmaram-- não consta dos autos sequer indícios da participação da ministra da Casa Civil Dilma Rousseff, do ministro da Justiça Tarso Genro e do ministro Jorge Hage, da Controladoria-Geral da República, nos fatos noticiados, nenhuma prova de que partiu da primeira a ordem para a elaboração do dossiê ou para a divulgação dos dados, nem da omissão dos demais na apuração dos fatos". "
Tá bom, vou fazer de conta que eu acredito.
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Só espero que o senado barre essa aquisição do TCU. Se for eleição 50% + 1 ela tá dentro, mas se tiver que ser 2/3 do senado, temos alguma chance para que isso não ocorra.
Prefiro o Múcio, pois não é fiel a ninguém, só a ele mesmo e assim alguma falcatrua sempre sobra e nós ficamos sabendo e podemos pressionar, com a Eunice isso não aocnteceria, apenas o que fosse oposição, o que fosse da casa seria suprimido.
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