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Brasil
01/04/2008 - 16h16

Planalto prepara mudança do gabinete de Lula para o Buriti; Arruda irá para Taguatinga

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RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) e o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), fizeram nesta quinta-feira uma visita preparatória às dependências do Palácio do Buriti (sede oficial do governo do DF) onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva despachará a partir do segundo semestre do ano. Amanhã, Lula e Arruda assinarão um termo de cessão, no qual o governo local do DF empresta o palácio para a presidência da República.

Dilma fez a visita técnica acompanhada por Arruda e o vice-governador do DF, Paulo Octávio (DEM), mas preferiu não emitir opinião nem falar com a imprensa. Os três posaram para fotografias da sacada do prédio principal do Buriti --que está localizado no lado oposto de onde ficam a Esplanada dos Ministérios e os prédios do Senado, da Câmara e do STF (Supremo Tribunal Federal).

No período em que Lula e sua equipe estiverem no Buriti, Arruda e os assessores mudarão para um prédio provisório na cidade-satélite de Taguatinga já batizado de "Buritinga".

Interlocutores de Lula afirmam que o presidente espera concluir a reforma do Planalto até o final de 2010, quando deixará o governo. Como o Planalto tem quase 50 anos, as obras são amplas e incluem as partes hidráulica, elétrica e revestimentos internos e externos. Só o projeto de Niemeyer custará R$ 1 milhão, sem contar os gastos com a obra em si.

Além do presidente, devem mudar para o Buriti o chamado "núcleo duro" do governo formado pelos ministros Dilma Rousseff (Casa Civil), Luiz Dulci (Secretaria Geral) e Franklin Martins (Comunicação), além dos seguranças.

Já os assessores dos ministros e demais auxiliares do presidente deverão trabalhar, no período das reformas, na sede do CCBB (Centro Cultural do Banco do Brasil) onde o Lula e sua equipe montaram a sede provisória do governo logo após a eleição de 2002.

A expectativa é que o escritório de Niemeyer conclua até junho o projeto de reforma do Planalto. Apenas depois disso é que serão feitas as licitações para a obra. As despesas deverão ser custeadas pela União, segundo a assessoria do Planalto.

 

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