Oposição ameaça entrar com representação contra Dilma na PGR por violação de sigilo
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
A oposição ameaça ingressar nesta terça-feira com representação na PGR (Procuradoria Geral da República) contra a ministra Dilma Roussef (Casa Civil) e a secretária-executiva da Casa Civil, Erenice Guerra, por crimes de responsabilidade, ameaça e violação de sigilo no episódio do suposto dossiê contra o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PDSB). A cúpula do DEM e do PSDB avaliam que a ministra e a secretária-executiva da pasta terão que explicar o vazamento de informações da Casa Civil que deu origem ao suposto dossiê.
"O dossiê foi feito a partir de um banco de dados sigiloso. Quem quebrou o sigilo? Temos que averiguar. Estamos diante da truculência praticada pelo governo. Se não tomarmos essa providência, ela [ministra Dilma] ficará impune", afirmou o líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN).
O presidente do PSDB, Sérgio Guerra, disse que a oposição decidiu recorrer à PGR depois de constatar que não conseguirá convocar Dilma e Erenice para se explicarem na CPI mista (com deputados e senadores) dos Cartões Corporativos, nem mesmo quebrar os sigilos de gastos do Executivo com os cartões.
"O governo não quer quebrar sigilo nenhum sobre gastos com os cartões. Vamos fazer o que, ficar aqui assistindo a tudo isso sentados? A sociedade quer clareza sobre isso", afirmou Guerra.
O tucano rebateu os argumentos do governo federal de que os gastos da Presidência da República com cartões corporativos devem ser mantidos sob sigilo para garantir a segurança do Estado. Na opinião de Guerra, o governo quer esconder os gastos porque sabe das irregularidades cometidas por autoridades federais.
"O papel da ministra Dilma não é de alguém democrata. Se fosse democrata, mandaria abrir tudo. Não é uma questão de segurança, como alega o governo, mas sim de insegurança de se mostrar os fatos", afirmou.
A oposição também pretende solicitar ao Palácio do Planalto a participação na comissão de sindicância instalada pelo governo para apurar o vazamento das informações. DEM e PSDB querem indicar um parlamentar para acompanhar as investigações porque temem que as denúncias sejam arquivadas. "A comissão de sindicância do Planalto é a mesma que atuou para investigar o caso Waldomiro Diniz. Em que deu o caso?", ironizou.
Reação
Agripino disse que DEM e PSDB ainda vão avaliar as medidas a serem aplicadas pela oposição para evitar a "blindagem" do Palácio do Planalto nas investigações da CPI mista dos Cartões Corporativos. Uma das alternativas analisadas pela oposição é levar para votação no plenário do Senado --onde DEM e PSDB têm praticamente o mesmo número de senadores que o governo federal --os requerimentos derrotados pelos governistas na comissão.
O líder também não descarta a instalação da CPI dos Cartões, somente no Senado, para equilibrar as forças do governo e da oposição nas investigações.
"Estamos acompanhando a CPI das ONGs [organizações não-governamentais] e dos cartões a iniciativa do governo de tratorar tudo. Vamos decidir em comum acordo o que fazer. Por que não apresentar os requerimentos na CPI do Senado, por exemplo?", questionou.
O ministro José Múcio Monteiro (Relações Institucionais) negou nesta terça-feira que o governo atue para blindar a ministra Dilma Rousseff. "Ela [a ministra] não precisa ser poupada. [Porque] não tem absolutamente nada a ver com isso", afirmou ele se referindo ao suposto dossiê com gastos sigilosos do ex-presidente FHC.
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Especial


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"Segundo o parecer da Procuradoria, "com exceção das imputações feitas nas referidas representações --imputações que não se confirmaram-- não consta dos autos sequer indícios da participação da ministra da Casa Civil Dilma Rousseff, do ministro da Justiça Tarso Genro e do ministro Jorge Hage, da Controladoria-Geral da República, nos fatos noticiados, nenhuma prova de que partiu da primeira a ordem para a elaboração do dossiê ou para a divulgação dos dados, nem da omissão dos demais na apuração dos fatos". "
Tá bom, vou fazer de conta que eu acredito.
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Só espero que o senado barre essa aquisição do TCU. Se for eleição 50% + 1 ela tá dentro, mas se tiver que ser 2/3 do senado, temos alguma chance para que isso não ocorra.
Prefiro o Múcio, pois não é fiel a ninguém, só a ele mesmo e assim alguma falcatrua sempre sobra e nós ficamos sabendo e podemos pressionar, com a Eunice isso não aocnteceria, apenas o que fosse oposição, o que fosse da casa seria suprimido.
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