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Brasil
01/04/2008 - 18h56

Oposição chama 3º mandato de golpe; base diz que Lula não quer mudar Constituição

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RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

A oposição reagiu com críticas ao comentário do vice-presidente, José Alencar, que sugeriu ser desejo dos brasileiros que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fique mais tempo no poder. Já os governistas tentaram minimizar a afirmação de Alencar, informando que não há disposição de Lula em defender um terceiro mandato.

"O presidente Lula é um estadista. Ele não vai quebrar a regra do jogo como outros fizeram no passado", afirmou o líder do governo na Câmara, Henrique Fontana (PT-RS).

Segundo ele, o presidente já fechou questão sobre o tema, indicando que não pensa em terceiro mandato.

O líder do DEM na Câmara, Antonio Carlos Magalhães Netto (BA), atacou duramente a possibilidade levantada por Alencar. "Quem defende terceiro mandato, defende o golpe", disse o democrata, afirmando estar surpreso com a reação do vice-presidente da República a quem disse respeitar.

Nesta terça-feira, em entrevista à rádio Bandeirantes, Alencar defendeu hoje um mandato maior para Lula. "O Lula tem feito muito. Mas falta muito por fazer. Sou um democrata. Não aceitamos conversar outra coisa que não seja discutir a democracia. O Lula deseja fazer o seu sucessor", afirmou ele.

Em seguida, Alencar disse que: "Mas eu digo que se perguntar aos brasileiros, o que os brasileiros desejam é que o Lula fique mais tempo no poder. Porque está bem o Lula, vai bem o Lula. Raramente encontramos um cidadão como ele para dirigir o país".

Segundo o vice-presidente, nos Estados Unidos dos anos 30, o norte-americano Franklin Roosevelt marcou uma época política ao exercer um terceiro mandato. "Nos Estados Unidos tem quatro anos e mais quatro anos [de mandato]. Mas nos anos 30 o Roosevelt teve um terceiro mandato porque os EUA precisavam que ele continuasse", disse.

O secretário-geral do PT, deputado José Eduardo Cardozo (SP), disse ser contrário a qualquer alteração na Constituição para autorizar um terceiro mandato ao presidente da República. "Sou contra qualquer modificação casuística no texto constitucional", disse ele. "Isso não seria oportuno."

O líder do PSDB na Câmara, José Aníbal (SP), chamou de "estapafúrdia" a proposta de Alencar. Para o tucano, foi surpreendente a sugestão apresentada por ele em entrevista à rádio.

Comentários dos leitores
cacilda galiotto (114) 28/11/2009 17h26
cacilda galiotto (114) 28/11/2009 17h26
Gente, eu não li direito ou o Serra falou mesmo que é "só" a ministra que está fazendo campanha antecipada, mas então o que ele foi fazer no Ceará? E o que ele vai fazer toda semana no nordeste inteiro no sul etc, pelo visto ele só não vai a S. Paulo, mas não é esse estado que ele governa? Serra, Serra faça sua campanha, mas não fique achando que o povo é otário, pq não é, viiice! sem opinião
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A sofismática candidatura do Governador Roberto Requião é mais uma manobra do incompetente, submisso e amorfo PMDB para aumentar o poder de barganha dos seus caciques junto ao governo federal. sem opinião
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Heber Zenun (5) 28/11/2009 12h40
Heber Zenun (5) 28/11/2009 12h40
É histórica a condição limitada do ser humano e suas tentativas de tornar a existência mais digna. Ainda que surjam elementos com grande altruísmo e lutem com heroísmo neste campo da estranhamente cognominada ´política´ pois a noção de 'polis' e do significado de seus representantes estão demasiado distantes, e o que resulta é uma massa manobrada segundo interesses dos mais explícitamente ocultos e dúbios, onde os excrementos resultantes nem todo o papel higiênico existentes em todos os pacotes de 16 rolos são suficientes para limpar. Mas em meio a esta vida 'privada' vamos levando no abuso deste segmento que detém o poder da 'polis', 'legitimado' por 'votos democráticos' dos que estão ensacados dentro das 'bolsas família'. Enfim, uma geração que não tem voz mas que 'clama no deserto' ainda que ínfima se faz ouvir e como sal dá o sabor do que se pode pensar a respeito de uma nação, e na característica do sal sabe que é natural não necessitar da mesma quantidade e nem mesmo de 50% mais 1 para que sua influência tenha a relevância e alcance os benefícios de que uma sociedade necessita. E enquanto isso ainda que insuficiente, necessitamos mesmo que surjam pessoas para fazerem um mais competente 'papel higiênico' nestes dias, logo a mídia do homem mais 'elevado' e um 'ícone' desta nação ainda que caricaturizado tem sua relevância. 1 opinião
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