Brasil
02/04/2008 - 15h12

Operação Arco de fogo aplica R$ 31,3 milhões em multas em três Estados

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da Folha Online

A Operação Arco de Fogo, de combate à extração e venda clandestina de madeira na Amazônia Legal, já aplicou R$ 31,3 milhões em multas e apreendeu 25,8 mil m³ de madeira em tora e serrada no Pará, Mato Grosso e Rondônia, onde está sendo realizada a ação integrada das forças federais desde o início de fevereiro.

Segundo o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), a maioria das multas foi aplicada em madeireiras por depósito ou venda de matéria-prima sem licença. Além das multas, a Polícia Federal prendeu 11 pessoas, instaurou 40 termos circunstanciados de ocorrência e abriu 15 inquéritos.

Diferente de ações anteriores, quando o autuado ficava como fiel depositário da madeira ilegal, instituições estaduais estão retirando o produto florestal apreendido dos pátios das serrarias. No Pará, o governo do Estado transportou para um depósito localizado na região metropolitana de Belém mais de 23 mil m³ de madeira. Em Rondônia, as prefeituras de Ariquemes e Machadinho D'Oeste recolhem a madeira que será doada a instituições sociais.

Ontem pela manhã, fiscais e policiais que participam da operação flagraram uma serraria de médio porte que estava embargada pelo Ibama em plena atividade. O delegado da Polícia Federal, Marcelo Xavier, disse que vai pedir a prisão preventiva dos proprietários da madeireira, que não foram localizados.

A serraria, localizada na cidade de Cláudia (MT), havia sido embargada pelo Ibama no ano passado por ter em depósito 1,6 mil m3 de madeira ilegal, além de toras de castanheira.

Na segunda-feira, no mesmo município, o proprietário de uma fazenda recebeu multa de R$ 1 milhão por uso de agrotóxico falsificado. Além disso, foi aplicada outra multa de R$ 500 mil por abandono de embalagem de agrotóxico em desacordo com a legislação ambiental.

Operação

As ações da Arco de Fogo têm como base as cidades de Tailândia (PA), Machadinho D'Oeste (RO), Sinop e Alta Floresta (MT). Nesses três municípios e em áreas vizinhas foram fiscalizadas 56 empresas, além de propriedades particulares. Dessas, 38 foram fechadas por irregularidades. Quatro serrarias clandestinas foram desmontadas.

Mais de 1.000 fornos foram destruídos. Entre os bens apreendidos encontram-se 34 veículos utilizados na prática do crime ambiental, 27 motosserras, quatro armas e 44 equipamentos empregados no beneficiamento de madeira.

Comentários dos leitores
ernani sefton campos (136) 11/11/2009 09h41
ernani sefton campos (136) 11/11/2009 09h41
A discussão continua, como a "dos sexos dos anjos".
Assim, não se vai a lugar,algum.
Enquanto o Governo,tratar o assunto, de forma "política, para o Inglês, ver",não passaremos do desmatamento desordenado, e exploração dos recursos,concentração de rendas, etc...,ficará por aí.
A Amazônia e seu processo de desmatamento,requer, a meu ver, a constituição de uma COMISSÃO de notáveis, nas areas de infraestrutura,energia,agricultura,recursos naturais,engenharia de obras,e desenvolvimento sustentável,urbanismo e implantação de cidades e PESSOAS.
Estes, selecionados , reunidos e remunerados, para tal, elaborariam um PROJETO COMPLETO, incluindo o Gerenciamento do mesmo - um plano Marshall Tupiniquim - para Desenvolvimento, da região de abrangência, integrado, a fim de ocupação racional, autosustentável e harmonico.
" FOCO e Desenvolvimento TOTAL "
Teriamos aí, sim o maior PAC , do MUNDO , por 20 anos, futuros.
Até que poderia ocorrer,por osmose, o envolvimento
dos países vizinhos, que margeiam o rio Amazonas.
Dinheiro, pelo visto, não FALTA.Basta organizar e mandar " BALA ".
Aposto neste MEGA PROJETO, como Vitorioso.
sem opinião
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Rodrigo Vieira de Morais (175) 23/10/2009 15h33
Rodrigo Vieira de Morais (175) 23/10/2009 15h33
Gente, teremos que resolver os problemas ambientais, agora ou depois.
Existem diversas areas desmatadas que agora estão com pastagem degradada.
Grande parte dos ruralistas querem mesmo é vender madeira e lucrar muito. Depois vendem a terra aos pequenos produtores rurais (isto aconteceu e acontece em todo o Brasil).
Outra coisa, se o solo da amazonia não mudou, quando desmatarem aquilo-lá, vai tudo virar deserto.
O solo dos EUA e EUROPA é diferente daqui, possui quantidade de argila diferente e capacidade de armazenamento de água diferente, não dá para comparar.
Decisão técnica e não política.
Muitas ONGs são honestas mais que os políticos de plantão.
sem opinião
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Os Estados Unidos criam centenas de ONGs no Brasil que são financiadas em partes por eles, para proteger o meio ambiente. Será?..... Será mesmo que se preocupam tanto com o meio ambiente, ou a concorrência do Brasil no agronegócio esta incomodando. 12 opiniões
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