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Brasil
03/04/2008 - 10h01

Bolsa Família esquece 4,3 mi de domicílios

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ANTÔNIO GOIS
da Folha de S.Paulo, no Rio

Apesar dos esforços do governo para ampliar o programa Bolsa Família, mais da metade dos domicílios que se encaixariam nos critérios de renda do programa não estavam recebendo o benefício em 2006.

Para chegar ao cálculo, a Folha pesquisou nos dados do levantamento Acesso a Transferências de Renda de Programas Sociais --divulgado pelo IBGE-- quantos domicílios com renda per capita inferior a R$ 120 recebiam o Bolsa Família.

O programa foi ampliado até chegar a 11,1 milhões de famílias atendidas em 2006. Podem se candidatar famílias cuja renda média per capita seja inferior a R$ 120.

Analisando apenas o critério de renda, os dados da pesquisa indicam que em 8,2 milhões de residências a renda média per capita era igual ou inferior a R$ 120. Dessas, 4,3 milhões (53% do total) não estavam recebendo recursos do Bolsa Família em setembro de 2006.

Na análise dos domicílios que ficaram de fora, é preciso considerar que a renda não é o único critério de elegibilidade.

O programa divide seu público em duas categorias: os que estão em situação de pobreza (entre R$ 60 e R$ 120 per capita) e os que estão em extrema-pobreza (menos de R$ 60).

Para as famílias que estão em situação de extrema-pobreza, o critério único é a comparação de renda inferior a R$ 60 per capita, mesmo que não existam crianças menores de 15 anos no domicílio. Levando em conta exclusivamente esse grupo, os dados da pesquisa do IBGE mostram que 52% (o equivalente a 1,5 milhão de residências) não recebiam benefício.

Já para as famílias em situação de pobreza, é preciso que haja ao menos uma criança com até 15 anos na casa. A Folha não conseguiu identificar quantos desses domicílios excluídos nessa faixa de renda tinham crianças menores de 15 anos, mas, das residências não beneficiadas nesse estrato específico, em apenas 219 mil (7% do total) não havia filho algum morando na casa.

A pesquisa divulgada pelo IBGE na sexta-feira mostrou que 8,1 milhões de domicílios recebiam o Bolsa Família em 2006. Desses, 3,8 milhões (47%) tinham rendimento menor que R$ 120 per capita.

Não é possível saber com precisão, no entanto, quantos dos 53% de domicílios restantes (o que equivale a 4,3 milhões de domicílios) estavam recebendo indevidamente o benefício, já que o rendimento declarado pelo instituto já inclui o valor recebido pelo Bolsa Família, ou seja, parte das famílias podem estar acima desse limite justamente graças ao programa.

Comentários dos leitores
Antônio Costa (28) 20/11/2009 23h04
Antônio Costa (28) 20/11/2009 23h04
Sr. Cássio, continua o seu périplo só para falar mal do PSDB e do FHC, sempre com as mesmas baboseiras? Não sou FHC, mas não gosto de injustiças.
O Sr. fala que FHC foi um carrasco para os aposentados. Mas, é o Lula que está aplicando o "MATA VÉIO". O site do IPEA, órgão que sofreu aparelhamento do PT, traz um estudo sobre o impacto da implantação do fator previdenciário entre 1999 e 2004. Realmente a regra foi aprovada no governo FHC e tem o objetivo de estimular o retardamento da decisão de aposentar-se pelo critério do tempo de contribuição. Com isso, ajuda a equilibrar um sistema desenhado quando a expectativa de vida no Brasil era bem mais baixa. A conclusão do GOVERNO PETISTA é que o modelo tem mais pontos positivos que negativos. É a LEI 9.876, de 26.11.1999. Olha aí, o governo do PT ELOGIANDO o de FHC. Não chega a ser uma novidade, mas é sempre divertido. E agora, o Lula NÃO QUER o fim do fator previdenciário, que foi criado para desestimular as aposentadorias precoces. O fator proporcionou ao INSS uma economia estimada em R$ 10 bilhões. O Lula aceitou apenas uma mudança superficial de critério, que é o chamado fator 95. O Lula disse que se a Câmara acabar com o fator previdenciário, ELE VAI VETAR. O Lula está prejudicando os aposentados, impedindo o fim do fator previdenciário. Ora, lembra do Berzoíni, presidente do PT, quando Ministro da Previdência, que considerou desonestos os aposentados, fazendo-os enfrentar filas quilométricas para se recadastrarem. Ô, mala!
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Alcides Emanuelli (1927) 20/11/2009 22h26
Alcides Emanuelli (1927) 20/11/2009 22h26
Vejo que esses sistemas paleativos e assistencialistas deveriam existirem como um complemento seguro desemprego.
Ajudar ao povo que não tem emprego a não passar fome e distribuir em vez de dinheiro alimentos, para eles não poderem comprar armas com esse dinheiro para assaltarem e materem inocentes ou que pagou imposto para eles terem esse dinheiro e matarem os mesmo para roubar.
Alimentos o importante e mais importante ainda por dois anos alimentos e nesse periodo ensinar a pescar, conseguir emprego para todos, fazer eles terem dignidades e não praticar o Ocio, e viver na miséria, não precisando trabalhar só votar.
É triste isso que esta acontecendo, mas o que não faz o corporativismo do PT que tem o interesse que cega a todos por politicas sociais e sim politicas de resultados em troca de gratidão de votos para se perpetuarem no Poder.
O dificil é entender como essa situação persiste a existir e imposta pelo PT que chamava a toda a Politica desde os tempos de ditadura militar de situações Paleativas.
Hoje eles são praticantes desse sistema que troca a dignidade pela gratidão, tirando todos os direitos de liberdade pela gratidão das esmolas e votar sempre em quem dá esmolas.
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Elias inácio (21) 20/11/2009 22h15
Elias inácio (21) 20/11/2009 22h15
A ONU pode se espelhar no bolça familia, se antes não verificar o funcionamento verdadeiro.
Pois no nordeste ha muitos desocupados comendo desta esmola tirada do suor de quem trabalha suado. Basta que o cabra fabrique bastentes filhos que ja fica com o burro na sombra. So no brasil.
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