Governistas querem blindar Dilma de perguntas sobre dossiê em convocação; oposição reage
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
Integrantes da base governistas tentam evitar que a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) tenha de responder a perguntas sobre o suposto dossiê anti-FHC na Comissão de Serviços de Infra-Estrutura do Senado. Num descuido da base aliada, a oposição conseguiu aprovar hoje o requerimento do senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) de convocação de Dilma.
No requerimento, Ribeiro pedia a convocação de Dilma para explicar as obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). O senador Marconi Perillo (PSDB-GO) chegou a apresentar um aditivo ao requerimento de Flexa Ribeiro pedindo que Dilma também explicasse o dossiê. Perillo retirou o pedido para não prejudicar o requerimento de Flexa Ribeiro, já que o suposto dossiê não é tema da Comissão de Infra-Estrutura.
Para os governistas, a retirada do pedido de aditamento de Perillo blinda Dilma de perguntas sobre o suposto dossiê com informações sobre os gastos sigilosos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e da ex-primeira-dama Ruth Cardoso.
O relator da CPI dos Cartões, deputado federal Luiz Sérgio (PT-RJ), disse que a ministra só poderá ser questionada sobre o PAC na Comissão de Serviços de Infra-Estrutura. "A convocação da ministra Dilma é para falar sobre o PAC. Se o assunto for esse, ela vai se restringir ao assunto da convocação", afirmou Sérgio.
O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), chegou a dizer de manhã que iria tentar derrubar a convocação de Dilma no plenário da Casa ou da comissão. "Eles querem fazer uso político dessa situação, nós não vamos permitir", afirmou Jucá.
Após Perillo retirar o aditamento, Jucá disse que não iria mais recorrer da convocação de Dilma. Segundo ele, não será necessário recorrer, pois Dilma falará apenas do PAC.
A oposição, entretanto, reage à tese da base governista. Para senadores da oposição, a ministra poderá ser questionada sobre qualquer assunto enquanto estiver na comissão, inclusive sobre o suposto dossiê anti-FHC.
Reportagem da Folha revela que o suposto dossiê foi montado por ordem da secretária-executiva da Casa Civil, Erenice Alves Guerra, braço-direito de Dilma. A Casa Civil nega o dossiê e admite a existência de um banco de dados.
CPI dos Cartões
A tropa de choque do governo na CPI dos Cartões Corporativos rejeitou hoje 29 requerimentos de convocação para que nove servidores do governo federal prestassem depoimentos à comissão sobre o uso dos cartões. A oposição forçou a votação dos requerimentos para responsabilizar os governistas pelo fim dos trabalhos públicos da CPI, mas os governistas usaram uma manobra para prorrogar as atividades da comissão.
A base aliada do governo concordou com a aprovação do requerimento de convocação do diretor do Banco do Brasil Cartões, Alexandre Correa Abreu, para prestar depoimento à comissão.
Entre os requerimentos rejeitados pela comissão estão os que convocam a secretária-executiva da Casa Civil, Erenice Guerra, e sua chefe de gabinete, Maria de Soledad Bajo Catrillo, suspeitas de sistematizar informações do Palácio do Planalto que deram origem ao suposto dossiê com gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) com cartões corporativos.
Os governistas também rejeitaram em massa requerimentos de convocação de funcionários da Presidência da República responsáveis por ordenar despesas com os cartões. Um dos servidores, Anderson Ferreira de Aguiar, teria efetuado gastos de R$ 716,9 mil com os cartões corporativos.
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"Segundo o parecer da Procuradoria, "com exceção das imputações feitas nas referidas representações --imputações que não se confirmaram-- não consta dos autos sequer indícios da participação da ministra da Casa Civil Dilma Rousseff, do ministro da Justiça Tarso Genro e do ministro Jorge Hage, da Controladoria-Geral da República, nos fatos noticiados, nenhuma prova de que partiu da primeira a ordem para a elaboração do dossiê ou para a divulgação dos dados, nem da omissão dos demais na apuração dos fatos". "
Tá bom, vou fazer de conta que eu acredito.
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Só espero que o senado barre essa aquisição do TCU. Se for eleição 50% + 1 ela tá dentro, mas se tiver que ser 2/3 do senado, temos alguma chance para que isso não ocorra.
Prefiro o Múcio, pois não é fiel a ninguém, só a ele mesmo e assim alguma falcatrua sempre sobra e nós ficamos sabendo e podemos pressionar, com a Eunice isso não aocnteceria, apenas o que fosse oposição, o que fosse da casa seria suprimido.
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