STF nega recurso e fazendeiro será julgado como mandante da morte de Dorothy
da Folha Online
O STF (Supremo Tribunal Federal) rejeitou um agravo de instrumento apresentado pela defesa do fazendeiro Regivaldo Galvão, acusado de ser um dos mandantes do assassinato da missionária Dorothy Stang. Com a decisão, tomada na semana passada pela Segunda Turma do STF, Galvão poderá ser julgado pela Justiça do Pará.
No agravo de instrumento, a defesa do fazendeiro tentava desqualificar a denúncia do Ministério Público do Pará.
Galvão aguarda o julgamento em liberdade desde julho de 2006, quando deixou a prisão graças a um habeas corpus concedido pelo ministro César Peluzo.
Dorothy Stang foi morta com seis tiros em um assentamento de sem-terra em 12 de fevereiro de 2005, em Anapu. No local, ela participava de um movimento que reivindica reforma agrária na região. Fogoió é acusado de ser um dos autores do assassinato da freira.
Julgamento
Outro acusado de ser o mandante do assassinato de Dorothy, o fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, terá novo julgamento no dia 5 de maio. Inicialmente, Bida recebeu uma pena de 30 anos de reclusão em regime fechado. No entanto, como a pena excedeu 20 anos, ele tem o direito a novo julgamento.
Rayfran das Neves Sales, acusado de disparar os tiros contra a irmã Dorothy, foi condenado a 27 anos de reclusão, mas também será submetido a um novo julgamento, que ainda não tem data para ocorrer.
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