Brasil
04/04/2008 - 07h11

CNBB discute estratégia para igreja "acolher" mais fiéis

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MAURÍCIO SIMIONATO
da Agência Folha, em Indaiatuba

Cerca de 300 bispos de todo o Brasil começaram ontem a debater as novas "Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil" --tema central da 46ª Assembléia Geral da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil). Entre os temas abordados aparece a estratégia da igreja para "acolher" mais fiéis.

Segundo a CNBB, o documento sobre a diretrizes servirá como referência para as dioceses de todo o país elaborarem seus planos de trabalho. As diretrizes são elaboradas desde 1974 e são renovadas, geralmente, a cada quatro anos.

De acordo com o presidente da Comissão de Elaboração das Diretrizes, dom Antônio Celso de Queirós, bispo de Catanduva (SP), entre algumas questões que devem ser incluídas no documento está a de que a igrejas devam exercer um trabalho mais intenso para apoiar e acolher pessoas necessitadas.

"Entre as principais mudanças para os próximos quatro anos está a necessidade de um trabalho muito forte com relação ao apoio e acolhimento das pessoas, que hoje são descartadas como se fossem um copo que a gente usou", disse.

Outras diretrizes devem ser a de aumentar a presença da igreja nas comunidades e a de investir mais na qualidade da formação de religiosos.

De acordo com d. Antônio Celso, cada diocese vai aplicar as diretrizes de acordo com a sua realidade. "As diretrizes são fortemente influenciadas pelos discursos do papa Bento 16 no Brasil, no ano passado, e pelo texto da Conferência de Aparecida", disse ele.

A 46ª Assembléia Geral da CNBB começou anteontem e terminará no próximo dia 11. Na abertura do encontro foi divulgado o texto "Análise de Conjuntura" elaborado por assessores a pedido da CNBB.

O texto traz críticas ao cenário político do país e em um dos trechos pede que o modelo do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), do governo federal, seja revisto por ser desenvolvimentista.

"Se desejamos preservar o meio ambiente para as gerações vindouras, temos que rever o modelo desenvolvimentista do PAC", diz o texto.

 

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