Tarso admite colocar PF para investigar vazamento de dossiê anti-FHC
CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio
O ministro Tarso Genro (Justiça) admitiu nesta sexta-feira (04) que a PF (Polícia Federal) poderá entrar nas investigações sobre o vazamento do suposto dossiê com informações dos gastos sigilosos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, da ex-primeira-dama Ruth Cardoso e de ex-ministros tucanos. Reportagem publicada hoje na Folha informa que o suposto dossiê saiu pronto da Casa Civil. A informação contraria a tese inicial do Planalto de que os dados foram selecionados por "infiltrados" do banco de dados da Casa Civil.
Inicialmente, Tarso descartava colocar a PF para investigar o vazamento do suposto dossiê. Hoje, ele disse que a PF poderá investigar o assunto se houver solicitação nesse sentido.
"Se alguma autoridade, em algum momento, pedir para investigar e fundamentar esse pedido, obviamente a PF vai investigar, seja a pedido do procurador, da ministra, que está fazendo a investigação, seja a pedido da própria CPI [dos Cartões Corporativos]", afirmou ele após participar do lançamento da Caravana da Anistia, na sede da ABI (Associação Brasileira de Imprensa), no Rio de Janeiro.
Para o ministro, a classificação de dossiê para o vazamento dos dados em questão é um juízo político. Para ele, a existência do dossiê não é um fato determinado. Por isso, descartou, por ora, que a PF entre no caso.
"O que eu sempre disse é que o aparato de Estado, a PF, como não somos Estado policial, não investiga conceitos. E o dossiê é um conceito político. Alguém que fala em dossiê está dizendo 'estão armando alguma ilegalmente contra alguém'. Isso é um conceito. É a mesma coisa que a PF fosse investigar o seguinte 'investigue bandido', ou 'investigue ladrão', ou 'investigue comunista', ou 'fascista'. Isso é conceito, não é fato determinado", disse.
Tarso disse que o único fato determinado até agora é "um vazamento ilegal de documentos", que está sendo investigado no âmbito da Casa Civil, de onde saíram as informações. Por isso, destacou que a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) é "investigante", ao ser questionado sobre a necessidade dela ir à CPI dos Cartões Corporativos para explicar o caso.
"A ministra é investigante. Para prestar qualquer informação, ela tem que terminar a investigação. Ela está fazendo a investigação de um documento que vazou de seu ministério. Então, é necessário que se termine essa investigação para que se veja até a necessidade de alguém dar um depoimento", afirmou.
O ministro da Justiça negou que tenha feito juízo político sobre a posição do senador Álvaro Dias (PSDB-PR), que admitiu ter conhecimento do suposto dossiê antes de sua publicação na imprensa. Tarso voltou a cobrar que Dias diga o que sabe sobre o vazamento do dossiê.
"Quando mencionei que seria importante que ele dissesse de onde é que vem, não quero dizer que ele tem obrigação de dizer. Ele é parlamentar, ele diz se quiser. Agora, se quisermos colaborar com a cadeia de transmissão do documento para chegar na fonte, seria uma contribuição para a CPI e para o Estado brasileiro se o senador dissesse de onde é que veio. Ele não está obrigado a dizer. Ele está abrigado, inclusive, no seu mandato", completou.
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Especial


o Aparecido.
Qual será o motivo que não querem punir
severamente o mesmo, apenas um corre-
tivo, o funcionário vazadou, deveria ser
exonerado do cargo, será medo que o
Aparecido abra o bico.
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