Homens armados atacam sem-terra no oeste do PR
JOSÉ MASCHIO
da Agência Folha, em Londrina
Dois sem-terra ficaram feridos na madrugada de hoje, depois que homens armados atacaram acampamento do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) em Cascavel (oeste do Paraná).
A Polícia Civil de Cascavel abriu inquérito para apurar responsabilidades. Até o início da noite, lideranças do MST afirmavam que quatro outros sem-terra haviam desaparecidos após o ataque.
A Polícia Militar chegou ao acampamento, no complexo Cajati --um aglomerado de fazendas com 17 mil hectares--, no distrito de Rio do Salto (distante 40 km de Cascavel), às 4h, depois de denúncia do MST.
No local encontraram dois sem-terra feridos e cartuchos de armas deflagrados. "Teriam sido cerca de 40 homens armados, de acordo com depoimento dos sem-terra", disse o comandante da PM José Eliseu Moreira da Silva.
Moacir Marttence, 29, líder do MST nos acampamentos em Rio do Salto, disse que os homens chegaram por volta das 3h atirando contra os sem-terra, que fugiram para uma área de reflorestamento.
Dois sem-terra, que estavam dormindo em barracas, foram agredidos a socos, pontapés e pauladas. Um deles, Paulo Schineider, teve que ser internado. No final da tarde já não corria risco de morte.
O delegado-adjunto de Cascavel, Antônio Donizete Botelho, 48, que preside as investigações, disse ser prematuro apontar quem seriam os agressores dos sem-terra. "Recolhemos cartuchos de vários calibres de armas, mas a perícia irá especificar quais tipos de armas utilizadas e vamos buscar os autores", disse.
O ouvidor agrário do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) no Paraná, Luaces Gonçalves, 25, disse que o ataque foi contra sem-terra que protestavam contra o desmatamento de matas ciliares no complexo Cajati.
"O Incra e os representantes dos proprietários do complexo Cajati estão em fase adiantada de negociação para comprarmos parte da área para fins de reforma agrária e esse ataque pode ter outras motivações."
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Especial


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Ou seja, são terroristas, organizados e descaradamente financiados, por certos setores do governo.
Existem montanhas de provas nesse sentido, e ninguém faz absolutamente nada.
As "autoridades" fazem de conta que não vêm, porque se mexerem nisso, esbararão rapidamente em conhecidas figuras da nossa política.
Uma hora qualquer, se nada for feito, os que são atacados por essas quadrilhas, não terão outra alternativa, a não ser partir para o revide.
É só uma questão de tempo, e pelo jeito é exatamente isso o que estão querendo ...
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