PT decide lançar candidato próprio em Salvador e rompe com o PMDB
LUIZ FRANCISCO
da Agência Folha, em Salvador
MANUELA MARTINEZ
Colaboração para a Agência Folha, em Salvador
Faltando cerca de seis meses para as eleições municipais, o PT decidiu lançar candidato próprio à Prefeitura de Salvador, rompendo uma aliança política de quase quatro anos com o prefeito João Henrique Carneiro (PMDB).
O anúncio provocou irritação no ministro peemedebista Geddel Vieira Lima (Integração Nacional), que trabalhou nos últimos três meses para manter o acordo.
Na semana passada, por diversas vezes, o ministro cobrou publicamente uma "reciprocidade" do PT pelo fato de o PMDB ter apostado na candidatura do governador Jaques Wagner quando o petista tinha 6% das intenções de voto.
Ontem, ao tomar conhecimento da decisão do PT, Geddel classificou de "deselegante" o rompimento do acordo feito no segundo turno das últimas eleições municipais, quando João Henrique derrotou o senador César Borges (PR).
Geddel disse que o PT participou dos "acertos e erros" da administração de João Henrique. "Agora, na reta final, com essa decisão, o partido (PT) pode passar para a população uma imagem de oportunismo."
"Tudo indica que o PT vai mesmo disputar a eleição de Salvador com um candidato. No segundo turno, a história é outra, e o partido está aberto às negociações", disse o presidente da executiva regional do PT, Jonas Paulo.
De acordo com o partido, todos os petistas nomeados para o primeiro e segundo escalões da administração municipal deverão entregar os seus cargos amanhã, quando o partido vai anunciar a decisão tomada no último final de semana.
A saída do PT da administração enfraquece o PMDB --até agora, quatro partidos romperam com João Henrique: o PSB, o PV, o PSDB e o PC do B.
Dois nomes são os mais cotados para disputar a prefeitura da capital baiana pelo PT: os deputados federais Walter Pinheiro e Nelson Pellegrino.
O governador Jaques Wagner, que ainda trabalha nos bastidores para mudar a decisão do seu partido, disse a amigos que essa decisão fragiliza os partidos de esquerda e pode comprometer o projeto do PT para 2010.
Jonas Paulo disse que o partido está correto em lançar candidato próprio. "O que está em jogo são as eleições de 2010, e temos de fortalecer a base do presidente Lula na Bahia."
Sem querer polemizar com o ministro da Integração Nacional, Jonas Paulo admitiu a possibilidade de o PT apoiar João Henrique no segundo turno.
"Dificilmente a eleição de Salvador será definida no primeiro turno. Se o João passar contra outro candidato, podemos apoiá-lo. Se o PT passar, vamos pedir o apoio para ele. E, se os dois partidos passarem [PMDB e PT], será uma vitória da tática e o presidente Lula sairá fortalecido."
Até hoje à noite, nove pré-candidatos haviam lançado os seus nomes para a sucessão municipal: Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM), Antonio Imbassahy (PSDB), Lídice da Mata (PSB), Edvaldo Brito (PTB), Carlos França (PSOL), Miguel Kertzman (PPS), Raimundo Varela (PRB), Olívia Santana (PC do B) e João Henrique Carneiro (PMDB).
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SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
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