Brasil
08/04/2008 - 19h38

Senado interrompe discussão sobre nova CPI para saudar misses que visitavam a Casa

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RENATA GIRALDI
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O plenário do Senado parou nesta terça-feira por alguns minutos em meio à discussão sobre a criação da nova CPI dos Cartões Corporativos. Os senadores interromperam os debates acalorados para saudar e elogiar as misses que visitam a Casa. Cada parlamentar quis cumprimentar pessoalmente a miss de seu Estado.

O presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-ARN), fez questão de descer da mesa para conversar com as jovens. "Quero saudar as misses", disse o senador repetidas vezes. "Trata-se de me darem a oportunidade de sair daqui [da mesa], por alguns minutos, para cumprimentar as misses, já que não pude fazê-lo até agora. Passo à presidência ao senador Tião Viana [PT-AC] e peço que inicie a Ordem do Dia", disse ele.

Bem-humorado, o senador Heráclito Fortes (DEM-PI) brincou com a reação de Garibaldi de deixar o comando da sessão para cumprimentar as misses. "Senhor presidente, quero apenas me congratular com Vossa Excelência pela atitude de acaba de tomar, que mostra que é um presidente republicano", afirmou ele.

Pré-candidato à prefeitura do Rio pelo PRB, o senador Marcelo Crivella (RJ) elogiou a representante do seu Estado. "A miss do Rio de Janeiro é um fulgor", afirmou ele, olhando na direção de Cintia Peixoto --miss Rio.

As misses assistiram parte da tumultuada sessão desta terça-feira, na qual oposição e integrantes da base aliada que apóia o governo divergiam sobre as investigações referentes ao vazamento de informações sigilosas do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso com cartões corporativos.

As jovens acompanharam a sessão da lateral do plenário, onde normalmente ficam os jornalistas. Vários senadores deixaram o plenário para cumprimentar as misses e posar para fotografias. Sorridentes, elas retribuíram as gentilezas com apertos de mão e vez por outra abraços.

Comentários dos leitores
HENRIQUE FONSECA LIMA (19) 08/07/2009 14h34
HENRIQUE FONSECA LIMA (19) 08/07/2009 14h34
Isto é a farra do boi, não vai terminar nunca....
Mexem e remexem, e tudo fica igual.
Realmente não damos sorte, mas sempre se pode fazer uma tentativa na PRÓXIMA ELEIÇÂO !
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Antonio Passos (43) 08/07/2009 13h43
Antonio Passos (43) 08/07/2009 13h43
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu ontem à noite, em Paris, o prêmio Félix Houphouët-Boigny concedido pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a educação, a ciência e a cultura).
Presidido por Henry Kissinger, ex-secretário de Estado dos Estados Unidos, o júri premiou Lula "por sua atuação na promoção da paz e da igualdade de direitos".
Não é um premiozinho qualquer. Entre as 23 personalidades mundiais que receberam o prêmio até hoje _ anteriormente nenhum deles brasileiro _ , estão Nelson Mandela, ex-presidente da África do Sul, Yitzhak Rabin, ex-premiê israelense, e Jimmy Carter, ex-presidente dos Estados Unidos.
Secretário-executivo do prêmio, Alioune Traoré lembrou durante a cerimonia na sede da Unesco que um terço dos vencedores anteriores ganhou depois o Prêmio Nobel da Paz.
Pode-se imaginar no Brasil o trauma que isto causaria a certos setores políticos e da mídia caso o mesmo aconteça com Lula.
Thaoré disse a Lula que, ao receber este prêmio, "o senhor assume novas responsabilidades na história".
Mas nada disso foi capaz de comover os editores dos dois jornalões paulistas, Folha e Estadão, que simplesmente ignoraram o fato em suas primeiras páginas. "O que é bom a gente esconde, o que é ruim a gente divulga", parece ser mesmo a postura de boa parte dos editores da nossa imprensa com um estranho gosto pelo noticiário negativo, priorizando as desgraças e minimizando as coisas boas que também acontecem no país.
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javano reis (76) 08/07/2009 13h43
javano reis (76) 08/07/2009 13h43
Não é preciso ser "jornalista investigativo" ou membro do MP para entender que
o esquema do cartão corporativo substituiu
o esquema do "mensalão".
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