Governadora do Pará defende mais um mandato para Lula
SÍLVIA FREIRE
RODRIGO VARGAS
MATHEUS PICHONELLI
DIMITRI DO VALLE
da Agência Folha
A governadora do Pará, Ana Júlia Carepa (PT), disse perceber que a população paraense quer o terceiro mandato para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em nota enviada à Folha por sua assessoria, ela afirmou que, ao viajar pelo Estado, observa que a população aprova a gestão do presidente Lula.
"A governadora do Pará, Ana Júlia Carepa, observa que, nas constantes visitas que faz pelo interior do seu Estado, a população tem expressado a vontade de um terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ela atribui essa vontade aos ganhos sociais que a população tem conquistado, que reflete na melhoria da qualidade de vida dessas pessoas."
Pesquisa Datafolha, realizada em novembro de 2007, mostrou que 65% dos entrevistados rejeitavam naquele momento a concessão de um terceiro mandato para Lula. A pesquisa ouviu 11.741 pessoas, em 25 Estados.
Na época, o Datafolha apontou também que 50% dos entrevistados consideravam o governo Lula bom ou ótimo, 35% regular e 14%, péssimo.
Para a Ana Júlia, o desejo da população em ter mais quatro anos de governo Lula se reflete nos "altos índices de popularidade que ele acumula".
Na nota, a governadora afirma que "há muito a avançar" na discussão de uma possível novo mandato para o presidente Lula e que respeita a posição do presidente de não mudar as regras que estão em vigor.
Outros dois petistas ouvidos pela reportagem disseram ser contra a possibilidade de um terceiro mandato para Lula e chegaram a chamar de "retrocesso" o assunto.
O senador Delcídio Amaral (PT-MS) declarou ser "absolutamente contrário" a essa hipótese. Para ele, a simples discussão do tema já significaria um "retrocesso histórico". "O Brasil não é uma republiqueta. Não pode ser submetido a uma experiência como essa. Já sofremos muito no passado, e hoje, que estão postas as regras do jogo democrático, seria algo muito ruim para o país."
O ex-ministro das Cidades Olívio Dutra, presidente do diretório estadual do PT gaúcho, também é contrário à tese defendida pelo vice-presidente da República, José Alencar, e por alguns petistas. "Sou contra e tenho certeza de que o companheiro Lula também o é", disse.
No Paraná, a presidente do PT Estadual, Gleisi Hoffmann, apesar de se declarar também contrária à tese, disse que um eventual plebiscito confirmaria o direito de Lula disputar o terceiro mandato.
"Se for realizado um plebiscito para que a população decida a respeito de um terceiro mandato para o presidente Lula, com certeza, a proposta será aprovada", disse Hoffmann, que só vê validade num plebiscito se a consulta discutir a possibilidade de mudar o atual sistema de governo presidencialista para parlamentarista.
A proposta de instituir um regime parlamentarista no Brasil já foi derrotada em plebiscito realizado em 1993.
Hoffmann, que é candidata à Prefeitura de Curitiba e mulher do ministro Paulo Bernardo (Planejamento), afirmou por meio de sua assessoria que o plebiscito não poderia beneficiar os "atuais mandatários" e que mudar as regras "no meio do jogo não é bom para a democracia nem para as instituições".
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Especial


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Interessante estava fazendo um levantamento e em todo o Brasil é assim: quem tem mais dinheiro, quem pertence aos partidos maiores e faz as campanhas mais ricas com mais gastos tem a preferencia do eleitor e para ajudalos as pesquisas sempre colocam eles em primeiro lugares.
Como se fosse o Massa que quando esta em primeiro o povo torce por ele e não torce pelo Barriquelo que tambem é brasileiro as pesquisas eleitorais no Brasil tambem revelam essas peculiaridades do povo!
Infelizmente é assim o senhor trabalhador braçal, a senhora dona de casa e as empregadas domesticas, as pessoas que trabalham no comercio em geral, enfim a classe mais humilde mas trabalhadora mas que não paga imposto de rende a tendencia e votar nos partidos do Poder os mais fortes e ricos.
Quantas desses pessos não votavam no PT a 20 anos atras e votavam no PDS E PMDB, hoje esse povo todo vota no PT.
É uma afirmação que sempre faço, no Brasil politica e religião não são coisas sérias, porque todos mudam de lado a todo momento de acordo com os interesses.
No Brasil sério mesmo é o futebol que a gente nasce torcendo por um time e fica a vida toda, vejam o caso dos Corintianos.
Mas é algo a ser analisado pelos cientistas politicos porque o povo vota na Aristrocracia que não faz parte de seu universo deixando de lado os partidos pequenos que vem das bases populares para votarem em oportunistas da Burguesia ou intelectuais.
Outra! maioria é Professor!
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