Não há como PF separar autoria e vazamento de dossiê, diz Aécio
PAULO PEIXOTO
da Agência Folha, em Belo Horizonte
O governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), disse hoje não ver como separar as investigações da Polícia Federal sobre formatação e vazamento do dossiê. "Não é possível fechar os olhos." Para o tucano mineiro, a PF deverá fazer a investigação pedida e avançar na apuração sobre a autoria dos documentos na Casa Civil, comandada pela ministra Dilma Rousseff.
"Eu não sei como separar as duas coisas. É o mesmo processo que se inicia com a construção desse banco de dados ou desse dossiê e culmina com o vazamento dessas informações", disse o governador.
O governo pediu à PF a abertura de inquérito para apurar apenas o vazamento dos dados em poder da Casa Civil, deixando a autoria de fora. O objetivo é descobrir quem é o responsável por tornar públicas as informações sobre os gastos com cartão corporativo da Presidência na gestão FHC.
Os gastos feitos pelo então presidente FHC, sua mulher, Ruth Cardoso, e ministros tucanos foram coletadas por servidores da Casa Civil sob o comando de Erenice Guerra, auxiliar direto de Dilma.
"Para mim é um só processo. Não sei, do ponto de vista técnico, como seria possível fechar os olhos para uma parte dele e apenas examinar a outra", disse Aécio, acrescentando que, nos últimos anos, a PF tem "dado demonstrações de muita correção e de muita isenção ao longo de muitos processos e inquéritos", motivo pelo qual ele acha que a investigação não ficará restrita ao vazamento.
"Não sou especialista no assunto, mas acho muito difícil que a Polícia Federal, com a credibilidade e autoridade que tem, [vá] entrar numa matéria dessa complexidade e, sobretudo, dessa exposição, e não vai um pouco além daquilo que está hoje anunciado."
Segundo Aécio, um dos potenciais candidatos a presidente em 2010, a PF poderá "chegar às razões que levaram à construção desse banco de dados ou desse dossiê, seja para responsabilizar aqueles que fizeram isso de má-fé ou até para, ao contrário, inocentá-los, se realmente não houve má-fé nessa construção".
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"Segundo o parecer da Procuradoria, "com exceção das imputações feitas nas referidas representações --imputações que não se confirmaram-- não consta dos autos sequer indícios da participação da ministra da Casa Civil Dilma Rousseff, do ministro da Justiça Tarso Genro e do ministro Jorge Hage, da Controladoria-Geral da República, nos fatos noticiados, nenhuma prova de que partiu da primeira a ordem para a elaboração do dossiê ou para a divulgação dos dados, nem da omissão dos demais na apuração dos fatos". "
Tá bom, vou fazer de conta que eu acredito.
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Só espero que o senado barre essa aquisição do TCU. Se for eleição 50% + 1 ela tá dentro, mas se tiver que ser 2/3 do senado, temos alguma chance para que isso não ocorra.
Prefiro o Múcio, pois não é fiel a ninguém, só a ele mesmo e assim alguma falcatrua sempre sobra e nós ficamos sabendo e podemos pressionar, com a Eunice isso não aocnteceria, apenas o que fosse oposição, o que fosse da casa seria suprimido.
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