Brasil
09/04/2008 - 08h14

1ª CPI dos Cartões ouve hoje diretor-geral da Abin e Matilde Ribeiro

da Folha Online

A CPI mista (com deputados e senadores) dos Cartões Corporativos deve ouvir hoje o diretor-geral da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), Paulo Lacerda, e a ex-ministra Matilde Ribeiro (Igualdade Racial). Matilde renunciou ao cargo em 1º de fevereiro após admitir o uso irregular do cartão corporativo do governo.

"Assumo o erro administrativo no uso do cartão. Os fatos partiram da dificuldade com deslocamento e hospedagem fora de Brasília", disse ela na ocasião. "Foi um erro administrativo que pode e deve ser corrigido."

Em 2007, as despesas de Matilde com o cartão corporativo somaram R$ 171 mil. Desse total, ela gastou R$ 110 mil com o aluguel de carros e mais de R$ 5.000 em restaurantes.

Um dos gastos considerados suspeitos foi o pagamento de uma conta de R$ 461,16 em um free shop. A assessoria da ex-ministra disse que ela usou o cartão corporativo por engano e que já teria devolvido o montante para os cofres públicos.

Ao tentar justificar o uso indevido do cartão, Matilde disse que foi mal orientada por dois funcionários da secretaria. "Não estou arrependida. Fui orientada a usar o cartão", disse ela, afimando depois que esses funcionários já foram demitidos.

Matilde atribuiu parte do problema do uso irregular do cartão à falta de estrutura da pasta. No entanto, ela fez questão de destacar que outros ministros também erraram. "Este erro não foi cometido exclusivamente por mim."

A CGU (Controladoria-Geral da União) determinou em março que ela restitua imediatamente R$ 2.920,15 aos cofres públicos. Desse montante, a CGU informa que a ex-ministra já devolveu R$ 2.815,35.

A CGU concluiu que dos R$ 171.556,09 gastos pela ex-ministra com o cartão corporativo em 2007, R$ 22.405,87 não foram suficientemente justificados até o momento.

Matilde deverá explicar à CGU o pagamento de R$ 19.245,00 a motoristas por horas extras e documentos comprobatórios do recolhimento de R$ 240,72 --correspondente ao valor pago a maior à empresa Localiza, em decorrência de erro em duas faturas de locação de veículos.

CPI

Ontem, a CPI ouviu os ministros Jorge Félix (Segurança Institucional) e Orlando Silva (Esporte). Félix disse que parte dos gastos da Presidência da República com os suprimentos de fundos --que incluem os cartões-- devem ser mantidos sob sigilo por questões de segurança nacional.

Na opinião de Félix, os gastos da Presidência da República devem ser mantidos em sigilo para evitar que dados de segurança nacional sejam vazados e prejudiquem a segurança do presidente.

"É evidente que existe ameaça [ao presidente]. Se não [houvesse], não haveria a necessidade de montarmos um sistema de segurança. Para cada caso e cada informação que nos chega, fazemos avaliação de risco. Agora, tudo aquilo que na nossa visão possa contribuir para aumentar esse risco, deve ser considerado sim sigiloso", disse.

Orlando Silva (Esportes) negou nesta terça-feira que tenha usado os cartões de pagamento do governo para despesas pessoais. Silva disse que seus gastos apontados como "irregulares" foram realizados em compromissos oficiais do ministério. Mas reiterou que a compra de uma tapioca de R$ 8,30 com o cartão corporativo ocorreu por "engano".

Silva disse que, no episódio da tapioca, o Ministério dos Esportes constatou a irregularidade no uso do cartão em dezembro do ano passado, antes da notícia ser divulgada publicamente. Por este motivo, disse que já havia "recolhido" (devolvido) o valor à pasta.

"O uso do cartão em Brasília foi detectado pelo controle interno do ministério. Por um engano do uso do cartão pessoal, utilizei o cartão aqui em Brasília, o que não pode ocorrer porque o cartão não pode ser usado em Brasília. Houve o recolhimento de R$ 8,30. Muito antes de qualquer notícia sobre esse assunto, no dia 29 de dezembro de 2007 foi feito o recolhimento. Aliás, me causou estranheza que as notícias ocultaram o recolhimento", afirmou.

Nesta quinta-feira serão ouvidos o ministro Altemir Gregolin (Pesca) e o ex-ministro do Gabinete da Segurança Institucional Alberto Cardoso --que atuou na gestão de Fernando Henrique Cardoso.

Comentários dos leitores
josé reis barata barata (1798) 28/08/2008 07h25
josé reis barata barata (1798) 28/08/2008 07h25
De besta ele só tem a cara, imbecis somos nós!
Recebo de um atento amigo colaborador e, sem comentários, dou conhecimento de parte - PARTE, pois lá tem mais, até PORTE DE ARMAS INSTITUCIONAL ( A POPULAÇÃO ELE QUER DESARMAR!)do Decreto nº. 6.381 de 27 de fevereiro de 2008 sancionado pelo LULA E O TARSO, é, por ele mesmo e para proteção dele mesmo e de seus alegres comparsas:
"Art. 1o Findo o mandato do Presidente da República, quem o
houver exercido, em caráter permanente, terá direito:
I - aos serviços de quatro servidores para atividades de segurança e
apoio pessoal;
II - a dois veículos oficiais, com os respectivos motoristas; e
III - ao assessoramento de dois servidores ocupantes de cargos em
comissão do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores - DAS, nível 5.
Art. 2o Os servidores e motoristas a que se refere o art. 1o serão
de livre escolha do ex-presidente da República e nomeados para
cargo em comissão destinado ao apoio a ex-presidentes da República,
integrante do quadro dos cargos em comissão e das funções gratificadas
da Casa Civil da Presidência da República.
Art. 3o Para atendimento do disposto no art. 1o, a Secretaria de
Administração da Casa Civil da Presidência da República poderá dispor,
para cada ex-presidente, de até oito cargos em comissão do
Grupo-Direção e Assessoramento Superiores - DAS, sendo dois DAS 102.5,
dois DAS 102.4, dois DAS 102.2 e dois DAS 102.1.ETC.,ETC.,ETC."
Sds. barata's.
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josé reis barata barata (1798) 27/08/2008 18h06
josé reis barata barata (1798) 27/08/2008 18h06
Neves, a infantilidade do teu discurso, só a idade perdoa.
Considerando que conclamas a uma reflexão, atendo levantando questões em breves linhas.
Autonomia universitária? O que significa isto?
-Administrativa ? Impossível.Quem fornece os recursos é o povo e a este compete definir e fiscalizar o uso.
-Política? O povo que concedeu os recursos legitima representantes políticos para definir a utilização deles.Se o faz mal não será,justamente, porque quem devia estudar não estuda. Não só, política partidária se faz, segundo a Lei brasileira (salvo que a contestes) nos e vinculado aos partidos políticos e não nas Universidades; solo sagrado de outro tipo de debate, da ciência enquanto ciência, inclusive a política. Não será colocar o carro na frente dos bois? Não será por isto que o Brasil está na situação que está em que até o instituto e exercício do voto é falseado e manipulado?
-Acadêmica? Ah! Esta sim, deve ser integral e o é sim e lembro que me recordo dela do início da década de setenta. Conheço o sistema por dentro, ainda não o esqueci.Nada manieta o pensamento, nem o fuzil. Não continuo, sabes muito bem do que falo.
Jovem, insinuas que "ninguém faz nada" e em comenos não queres tutor;diversamente, queres autonomia? Também, a hora agora não será tua, afinal, aprendi, quando de minha vez, que :
"Quem sabe faz a hora não espera acontecer!"
Sds. barata's.
65 opiniões
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Guilherme Neves (4) 27/08/2008 10h53
Guilherme Neves (4) 27/08/2008 10h53
Questão de esclarecimento!
Senhores, somos a favor do voto tripartite nas universidade públicas, pelo fato de que é necessário que aja uma autonomia universitária em instiuições de ensino superior público. Vamos refletir um pouco sobre o assunto: não queremos que nenhum presidente da república (independente de partido político), ou nenhum ministro da educação, indique alguem que venha a dirigir a instituição, e que por sua vez seja influenciado pelas normas e ideologias daqueles que estão no poder. Isso faz com que essa pessoa, uma vez indicada, siga as mesmas formas de conduzir uma instituição que possa a ser alvo de interesses dos detentores do poder, ou seja, sai um reitor corrupto, e entra outro mais corrupto ainda. Outro, presidente da república, ou ministro da educação, indicando quem deva governar, não lembra algo do corporativismo de Mussolini na Itália Fascista? Por isso SIM, A AUTONOMIA UNIVERSITÁRIA, SIM AO VOTO TRIPARTITE, SIM A DEMOCRACIA E AS INSTITUIÇÕES PÚBLICAS DE QUALIDADE!
Mas uma coisa, entendi muito bem a ironia dos "universitários babacas", mas estamos chegando no momento que não podemos mais aceitar o fato de rir da desgraça, algo como "zorra total", onde todos riem de coisas desagradáveis e ninguem faz nada, como se fosse tudo normal. Precisamos do apoio de toda sociedade, para construirmos algo de melhor para o nosso futuro e o futuro dos nossos.
Grato
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