CPI dos Cartões vai colocar na página do Senado informações enviadas pela Presidência
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
A CPI dos Cartões Corporativos disponibilizou na página do Senado na internet os documentos enviados pelo governo federal com comprovantes de gastos do Executivo com os cartões. A presidente da CPI, senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), disse que os gastos podem ser divulgados publicamente, pois não reúnem informações sigilosas.
"Todos os dados que chegaram a esta CPI não são sigilosos. Por isso determinei que todos sejam colocados na internet para que a sociedade, a imprensa e todos os interessados tenham acesso a eles", afirmou.
Segundo o "Painel" da Folha, das 102 caixas com documentos enviadas pelo governo à CPI, a reorganização de seu conteúdo reduziu o número para 51. Várias tinham apenas parte do espaço preenchido. Apesar do envio dos documentos, a disposição dos senadores de oposição é esvaziar as investigações da CPI diante da determinação do governo de impedir a quebra sigilo de gastos da Presidência da República com cartões corporativos.
A oposição quer centrar as investigações na nova CPI dos Cartões Corporativos, somente do Senado.
Serrano disse que não se sentiu "desautorizada" com a criação da nova comissão, mesmo no comando da primeira CPI. "O presidente [do Senado] Garibaldi Alves não autorizaria a criação de outra CPI se não fosse legal. Ele é presidente do Congresso, devemos a ele todo o respeito. Quando diz que esta comissão está desmoralizada desde o início, não acredito que a desmoralização tenha sido provocada pelos membros que estão aqui", afirmou.
A senadora reiterou que pretende encerrar as atividades públicas da CPI nesta semana depois que todos os requerimentos de convocação de autoridades foram rejeitados pelos governistas.
"Essa comissão está fadada a encerrar as atividades públicas na próxima semana. Não é questão de situação ou oposição, mas o fato concreto. A preocupação nossa deve ser sempre com a legalidade. Às vezes, aqui se perde o foco de saber que essa é uma comissão de inquérito", afirmou.
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Mexem e remexem, e tudo fica igual.
Realmente não damos sorte, mas sempre se pode fazer uma tentativa na PRÓXIMA ELEIÇÂO !
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Presidido por Henry Kissinger, ex-secretário de Estado dos Estados Unidos, o júri premiou Lula "por sua atuação na promoção da paz e da igualdade de direitos".
Não é um premiozinho qualquer. Entre as 23 personalidades mundiais que receberam o prêmio até hoje _ anteriormente nenhum deles brasileiro _ , estão Nelson Mandela, ex-presidente da África do Sul, Yitzhak Rabin, ex-premiê israelense, e Jimmy Carter, ex-presidente dos Estados Unidos.
Secretário-executivo do prêmio, Alioune Traoré lembrou durante a cerimonia na sede da Unesco que um terço dos vencedores anteriores ganhou depois o Prêmio Nobel da Paz.
Pode-se imaginar no Brasil o trauma que isto causaria a certos setores políticos e da mídia caso o mesmo aconteça com Lula.
Thaoré disse a Lula que, ao receber este prêmio, "o senhor assume novas responsabilidades na história".
Mas nada disso foi capaz de comover os editores dos dois jornalões paulistas, Folha e Estadão, que simplesmente ignoraram o fato em suas primeiras páginas. "O que é bom a gente esconde, o que é ruim a gente divulga", parece ser mesmo a postura de boa parte dos editores da nossa imprensa com um estranho gosto pelo noticiário negativo, priorizando as desgraças e minimizando as coisas boas que também acontecem no país.
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o esquema do cartão corporativo substituiu
o esquema do "mensalão".
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