Brasil
10/04/2008 - 16h14

Vale diz que não vai negociar com MST; movimento nega autoria de ação no Pará

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CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio

O diretor-executivo de assuntos corporativos da Vale, Tito Martins, disse nesta quinta-feira que a empresa não vai negociar com integrantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), que se concentram próximos à ferrovia de Carajás, no Pará, ameaçando paralisar esse tipo de operação.

"Existe a iminência de invasão. O governo estadual mandou reforço, e soube que o secretário de Segurança está se deslocando para lá. Mas da nossa parte, não há negociação", afirmou, após participar do seminário 'Diálogos Capitais', no Rio de Janeiro.

Cerca de 600 pessoas ligadas ao MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e ao movimento dos garimpeiros do Pará estão acampadas no município de Parauapebas (836 km de Belém), próximo à Estrada de Ferro Carajás, segundo o Comando da Polícia Militar do Estado. O acampamento começou a ser criado há uma semana e está sendo monitorado pela PM.

Em nota, o MST informa que não realizou protesto contra a Vale nem participa da organização do acampamento montado às margens da Estrada de Ferro Carajás.

"O acampamento montado às margens da Estrada de Ferro Carajás é do MTM (Movimento dos Trabalhadores e Garimpeiros na Mineração), que fazem uma jornada de lutas em defesa dos direitos dos garimpeiros e contra a exploração imposta pela Vale", diz nota do MST.

De acordo com o MST, "o fechamento da portaria que dá acesso à mina do grande projeto de exploração de ferro Carajás foi realizado por operários da Vale e das empresas terceirizadas prestadoras de serviço, que cobram melhores condições de trabalho da maior empresa privada da América Latina".

"A Vale atribuiu ao MST esses protestos para esconder da sociedade que diversos setores populares fazem manifestações contra a diretoria da mineradora e pela reestatização da empresa, que trabalha com recursos naturais que pertencem ao povo brasileiro", diz a nota.

Comentários dos leitores
Luís da Velosa (1394) 13/11/2009 17h54
Luís da Velosa (1394) 13/11/2009 17h54
Não somente os repasses do governo ao MST devem ser investigados, seria uma estultícia. Mas, sobretudo, o "movimento" daqueles que querem a Reforma Agrária na "marra". Nós desejamos a RA, mas dentro dos limites desses mesmos desejos. Não é uma RA à "bangu", mas uma RA que contemple aos que deveras precisamos nas terras para ará-las, cultivarem-nas, dando retorno a si e à sociedade. O problema dos repasses, sério, mas não somente eles. Somos um povo pacífico e não queremos a babárie, a desumanidade. Desejamos fôlego para todos nós. Chega de violências de toda ordem. Basta de sangue, pois, já o doamos e nos tomaram de sobra, em transfusões das menos dignas. sem opinião
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Elza Miranda Cardoso (254) 13/11/2009 17h06
Elza Miranda Cardoso (254) 13/11/2009 17h06
Como quaisquer criminosos...
Diga-me com quem andas....
sem opinião
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Antonio Fouto Dias (2735) 13/11/2009 11h41
Antonio Fouto Dias (2735) 13/11/2009 11h41
Invasões e mais invasões, e o governo não faz nada, pelo contrário, sua inércia nos leva a entender de que está mais para conivente do que para fiscalizador ou controlador de situações nesses atos de vandalismo.
Querer um local para residir e obter o sustento de suas famílias é uma coisa, invadir propriedades de terceiros é outra bem diferente.
A falta de vontade do governo para a solução desses problemas de reforma agrária é gritante e, enquanto isso, os integranntes do MST e semelhantes não tem limites para agir em propriedades alheias.
2 opiniões
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