Vale diz que não vai negociar com MST; movimento nega autoria de ação no Pará
CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio
O diretor-executivo de assuntos corporativos da Vale, Tito Martins, disse nesta quinta-feira que a empresa não vai negociar com integrantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), que se concentram próximos à ferrovia de Carajás, no Pará, ameaçando paralisar esse tipo de operação.
"Existe a iminência de invasão. O governo estadual mandou reforço, e soube que o secretário de Segurança está se deslocando para lá. Mas da nossa parte, não há negociação", afirmou, após participar do seminário 'Diálogos Capitais', no Rio de Janeiro.
Cerca de 600 pessoas ligadas ao MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e ao movimento dos garimpeiros do Pará estão acampadas no município de Parauapebas (836 km de Belém), próximo à Estrada de Ferro Carajás, segundo o Comando da Polícia Militar do Estado. O acampamento começou a ser criado há uma semana e está sendo monitorado pela PM.
Em nota, o MST informa que não realizou protesto contra a Vale nem participa da organização do acampamento montado às margens da Estrada de Ferro Carajás.
"O acampamento montado às margens da Estrada de Ferro Carajás é do MTM (Movimento dos Trabalhadores e Garimpeiros na Mineração), que fazem uma jornada de lutas em defesa dos direitos dos garimpeiros e contra a exploração imposta pela Vale", diz nota do MST.
De acordo com o MST, "o fechamento da portaria que dá acesso à mina do grande projeto de exploração de ferro Carajás foi realizado por operários da Vale e das empresas terceirizadas prestadoras de serviço, que cobram melhores condições de trabalho da maior empresa privada da América Latina".
"A Vale atribuiu ao MST esses protestos para esconder da sociedade que diversos setores populares fazem manifestações contra a diretoria da mineradora e pela reestatização da empresa, que trabalha com recursos naturais que pertencem ao povo brasileiro", diz a nota.
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Especial


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Diga-me com quem andas....
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Querer um local para residir e obter o sustento de suas famílias é uma coisa, invadir propriedades de terceiros é outra bem diferente.
A falta de vontade do governo para a solução desses problemas de reforma agrária é gritante e, enquanto isso, os integranntes do MST e semelhantes não tem limites para agir em propriedades alheias.
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