Brasil
11/04/2008 - 12h18

Dilma aceita "com prazer" convocação de comissão do Senado; oposição quer explicações sobre dossiê

GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) encaminhou ofício nesta sexta-feira à Comissão de Infra-Estrutura do Senado para se colocar à disposição para prestar depoimento sobre as obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). A data do depoimento da ministra à comissão, no entanto, ainda não foi marcada.

No ofício, Dilma afirma estar disposta a falar exclusivamente sobre as obras do PAC, como defendem os governistas. "Em atenção ao ofício tratando de convocação para prestar esclarecimentos acerca da usina hidrelétrica de Belo Monte e sobre o andamento das obras do PAC, bem como da solicitação para agendamento de data, informo que terei grande prazer em comparecer a essa conceituada comissão do Senado para tratar dos assuntos acima referidos", diz a ministra.

Dilma afirma, ainda, que a assessoria da Casa Civil vai definir nos próximos dias a data do depoimento.

A ministra tem 30 dias para atender à convocação da Comissão de Serviços e Infra-Estrutura do Senado, aprovada no dia 3 de abril. Por ser ministra, Dilma tem a prerrogativa de escolher a data do depoimento. Caso não compareça, Dilma pode incorrer em crime de responsabilidade.

Reportagem de Kennedy Alencar e Valdo Cruz, publicada na edição desta sexta-feira da Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL), informa que o Palácio do Planalto negocia com a oposição acordo para que a ministra Dilma dê explicações sobre o dossiê anti-FHC em depoimento na Comissão de Infra-Estrutura do Senado.

De acordo com a reportagem, a intenção dessa negociação é reduzir o clima de guerra, sob a avaliação de que governo e oposição podem se desgastar.

Os governistas argumentam, porém, que Dilma falará somente sobre as obras do PAC uma vez que o assunto dossiê não está incluído entre os temas discutidos na comissão.

Dossiê

Reportagem da Folha revela que o suposto dossiê foi montado por ordem da secretária-executiva da Casa Civil, Erenice Alves Guerra, braço-direito de Dilma. A Casa Civil nega o dossiê e admite a existência de um banco de dados, mas reconhece que houve vazamento de informações no órgão.

Comentários dos leitores
FRANCISCO COSTA (43) 31/07/2008 10h56
FRANCISCO COSTA (43) 31/07/2008 10h56
A patuleia já sabia que o unico culpado da montagem do dossiê/banco de dados era
o Aparecido.
Qual será o motivo que não querem punir
severamente o mesmo, apenas um corre-
tivo, o funcionário vazadou, deveria ser
exonerado do cargo, será medo que o
Aparecido abra o bico.
6 opiniões
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wagner machiavelli (5) 31/07/2008 09h59
wagner machiavelli (5) 31/07/2008 09h59
Eu não tinha nenhuma dúvida sobre este resultado. Afinal, o código de ética dos malandros sempre dá as cartas. Inocentar Dilma Rousseff é, no mínimo, uma enorme safadeza. Tudo patrocinado pelo PT, seus asseclas inclusive o presidente lula. Quem não conhece a história de Dilma, pode até acreditar que a guerrilheira é gente séria. O que precisa é o povo conhecer as pessoas, parfa analisar sua conduta. 7 opiniões
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Rui Ruz Caputi Caputi (679) 31/07/2008 09h33
Rui Ruz Caputi Caputi (679) 31/07/2008 09h33
A sociedade não aceita uma sindicancia tão cínica quanto essa. São evidentes os envolvimentos. Só não enxerga quem não quer ver. Mais uma vez chamam ao povo de palhaço. 7 opiniões
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