Dilma aceita "com prazer" convocação de comissão do Senado; oposição quer explicações sobre dossiê
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) encaminhou ofício nesta sexta-feira à Comissão de Infra-Estrutura do Senado para se colocar à disposição para prestar depoimento sobre as obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). A data do depoimento da ministra à comissão, no entanto, ainda não foi marcada.
No ofício, Dilma afirma estar disposta a falar exclusivamente sobre as obras do PAC, como defendem os governistas. "Em atenção ao ofício tratando de convocação para prestar esclarecimentos acerca da usina hidrelétrica de Belo Monte e sobre o andamento das obras do PAC, bem como da solicitação para agendamento de data, informo que terei grande prazer em comparecer a essa conceituada comissão do Senado para tratar dos assuntos acima referidos", diz a ministra.
Dilma afirma, ainda, que a assessoria da Casa Civil vai definir nos próximos dias a data do depoimento.
A ministra tem 30 dias para atender à convocação da Comissão de Serviços e Infra-Estrutura do Senado, aprovada no dia 3 de abril. Por ser ministra, Dilma tem a prerrogativa de escolher a data do depoimento. Caso não compareça, Dilma pode incorrer em crime de responsabilidade.
Reportagem de Kennedy Alencar e Valdo Cruz, publicada na edição desta sexta-feira da Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL), informa que o Palácio do Planalto negocia com a oposição acordo para que a ministra Dilma dê explicações sobre o dossiê anti-FHC em depoimento na Comissão de Infra-Estrutura do Senado.
De acordo com a reportagem, a intenção dessa negociação é reduzir o clima de guerra, sob a avaliação de que governo e oposição podem se desgastar.
Os governistas argumentam, porém, que Dilma falará somente sobre as obras do PAC uma vez que o assunto dossiê não está incluído entre os temas discutidos na comissão.
Dossiê
Reportagem da Folha revela que o suposto dossiê foi montado por ordem da secretária-executiva da Casa Civil, Erenice Alves Guerra, braço-direito de Dilma. A Casa Civil nega o dossiê e admite a existência de um banco de dados, mas reconhece que houve vazamento de informações no órgão.
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"Segundo o parecer da Procuradoria, "com exceção das imputações feitas nas referidas representações --imputações que não se confirmaram-- não consta dos autos sequer indícios da participação da ministra da Casa Civil Dilma Rousseff, do ministro da Justiça Tarso Genro e do ministro Jorge Hage, da Controladoria-Geral da República, nos fatos noticiados, nenhuma prova de que partiu da primeira a ordem para a elaboração do dossiê ou para a divulgação dos dados, nem da omissão dos demais na apuração dos fatos". "
Tá bom, vou fazer de conta que eu acredito.
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Só espero que o senado barre essa aquisição do TCU. Se for eleição 50% + 1 ela tá dentro, mas se tiver que ser 2/3 do senado, temos alguma chance para que isso não ocorra.
Prefiro o Múcio, pois não é fiel a ninguém, só a ele mesmo e assim alguma falcatrua sempre sobra e nós ficamos sabendo e podemos pressionar, com a Eunice isso não aocnteceria, apenas o que fosse oposição, o que fosse da casa seria suprimido.
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