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Brasil
15/04/2008 - 07h53

Em Fortaleza, PMDB decide apoiar reeleição de Luizianne

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KAMILA FERNANDES
da Agência Folha, em Fortaleza

O quadro eleitoral para a disputa da Prefeitura de Fortaleza começou a se definir melhor neste final de semana: de um lado, o PMDB assumiu o apoio à reeleição de Luizianne Lins (PT), após meses de negociação; de outro, a senadora Patrícia Saboya foi confirmada por seu partido, o PDT, como pré-candidata única.

O apoio do PMDB a Luizianne se deu sob a esperança de uma contrapartida: a de que o PT seja recíproco e apóie, em 2010, o hoje deputado federal Eunício Oliveira (PMDB) para uma das duas vagas ao Senado.

A aliança do PT com o PMDB não será só para o cargo majoritário. Vai ser estender também para a disputa proporcional, no caso, a eleição de vereadores.

Quem mais deve lucrar com isso é o PT, pois o desempenho do PMDB costuma ser melhor que o dos petistas na votação para a Câmara de Fortaleza.

Bem diferente do que aconteceu em 2004, quando não era apoiada nem pelo seu próprio partido, Luizianne agora tem o aval da cúpula petista, do PMDB, do PSB, do PC do B e de outros partidos menores, nesta que deverá ser a maior coalizão desta eleição.

Um aliado importante, porém, poderá ficar longe de seu palanque, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O motivo é que Patrícia, como governista, tem negociado com lideranças pedetistas a neutralidade do presidente. Em uma recente reunião entre Lula e a bancada do PDT, esse assunto foi colocado em pauta.

Confirmada na pré-convenção do partido como pré-candidata única, Patrícia agora busca alianças para tentar se fortalecer. Ela não terá o apoio do governador do Ceará, seu ex-cunhado Cid Gomes (PSB), que já anunciou apoio a Luizianne, mas contará com seu ex-marido Ciro Gomes (PSB).

Entre os partidos que ela busca atrair para uma coligação está o PSDB, do também senador Tasso Jereissati, que já demonstrou interesse em apoiá-la. O entrave para a concretização dessa aliança poderá ser a posição dos dois partidos em nível nacional, o PDT no governo Lula e o PSDB na oposição.

A única candidatura já previamente definida à Prefeitura de Fortaleza era a do ex-deputado federal Moroni Torgan (DEM), que fechou aliança com o PP para a vice. Esta é a terceira vez que Moroni é candidato a prefeito. Outro possível candidato nesse disputa poderá ser o ex-governador Lúcio Alcântara (PR).

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Afinal de contas o Amazonino Mendes é no estado do Amazonas o mesmo homem poderoso que o Sarney é no Maranhão e no Acre..., tem razão do "TSE" dar carta branca para que continuem "comprando votos" e recebendo "presentinhos e doações" de empresas interessadas nos cofres do estado..., o estado do Amazonas não foge hora nenhuma às regras brasileiras de corrupção. sem opinião
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Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Vamos aguardar o julgamento do caso Battisti pelo Supremo Tribunal Federal - STF. Isso é o correto. Não somos juízes e, se nos arvorarmos a sermos, será uma impropriedade, uma temeridade. sem opinião
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Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
NÃO SE PODIA ESPERAR OUTRA COISA DO SENADO FEDERAL SE NÃO A DESOBEDIENCIA JUDICIAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE FAZ APOLOGIA A DESOBEDIENCIA JUDICIAL E A DESORDEM TOTAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE TEM A FINALIDADE DE LEGISLAR E FISCALIZAR, PRATICA NEPOTISMO EXPLICITO, DESCARADO A PONTO DE DESOBEDECER UMA ORDEM JUDICIAL (DA SUPREMA CORTE DESTE PAÍS).
SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
2 opiniões
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