Brasil
15/04/2008 - 14h35

Em tom irônico, Lula insinua que há vazamento de seus discursos

RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje em tom irônico que deve haver vazamento de seus discursos. A declaração foi feita após Lula afirmar na abertura da Marcha dos Prefeitos a Brasília. Lula disse que várias das reivindicações feitas pelos prefeitos constam de seu discurso.

"Deve ter vazamento de informações. Porque sempre falam alguma coisa que está no meu discurso", disse Lula na abertura da marcha.

Lula ironizou ainda as críticas que são feitas à sua escolaridade. "Só vou falar 'en passant'. É pra magoar aqueles que têm preconceito contra mim. É uma evolução lingüística."

Antes, o presidente havia ironizado o governo Fernando Henrique Cardoso pelas mudanças feitas na tramitação das MPs (medidas provisórias). Lula criticou o fato das MPs trancarem a pauta de votação do Congresso quando não são votadas dentro do prazo estipulado para sua vigência. "O trancamento da pauta deve ter sido uma invenção de quem governava o país até 2003. Devem ter achado que seria a salvação da nação", disse.

ITR

Lula criticou ainda a Receita Federal pela regulamentação do ITR (Imposto Territorial Rural). "Fiquei muito zangado com a questão do ITR. Foi assinado em 2005. Ficou para ser regulamentado. E tinha de ser regulamentado pelos queridos guardiões da pátria fiscal:a Receita Federal. Mas eles colocaram tanto obstáculo."

Entre os obstáculos, Lula citou a exigência de curso superior para os fiscais. "Chegaram a exigir curso superior. Se o presidente não tem curso superior, porque alguém que vai cobrar?"

Lula assinou hoje decreto do ITR, que estabelece a adesão dos municípios por meio de termo de opção eletrônico, e cria um comitê gestor paritário com o Ministério da Fazenda e as três entidades representativas dos municípios para estabelecer as normas que garantem a cobrança, fiscalização e arrecadação de 100% deste imposto pelos municípios.

Comentários dos leitores
Moufid Hassan (11) 19/07/2008 05h57
Moufid Hassan (11) 19/07/2008 05h57
A Dilma deve estar rezaando todos os dias para São Dantas, São Cacciola e demais santos protetores dos banqueiros.
Também pudera, não é por acaso tanta reza, todo mundo se esqueceu dela, se esqueceram até do recente pedido de investigação do Juiz a PF!
Sorte né Dilma?!?!
sem opinião
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Alcides Emanuelli (135) 08/07/2008 17h52
Alcides Emanuelli (135) 08/07/2008 17h52
FLORIANOPOLIS / SC
Agora vem explicações, é o judiciario pedindo explicações da Dilma, do Tarso Genro, e assim um fez o dossiê o outro não puniu que deveria ser sua responsabilidade, e o nosso Presidente que é o dono da casa o chefe dos dois não sabia de nada.
Como no Mensalão o Senhor Luiz Inacio não viu nada não sabia de nada.
Eu vi o Ministro dos esporte dizer na televisão que o Presidente confiava nele e deu um cartão coorporativo para ser usado como ele queria, e agora ele usou e abusou não muito mas parece que devolveu, e a senhora do Racismo tambem devolveu os 170.000 que usou ninguem sabe como ninguem ainda provou como usou e a imprensa fala da tapioca que tapioca cara os restos dos 170.000,00 o que foi feito.
Mas esse governo deveria ir representar o Brasil nas Olimpiadas nas provas do achismo eles acham que tudo deve ser de acordo como eles querem e para seus interesses partidarios e pessois isso tudo nada mais é do que uma falta de ética e vergonha na cara dos integrantes desse Poder.
Esse poder que tem espionagem, que tem terrorismo cibernetico, que tem beneficios para os integrantes dos mesmos´, sendo o maior deles a criação de empregos e ministérios.
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Antonio Fouto Dias (1518) 08/07/2008 14h28
Antonio Fouto Dias (1518) 08/07/2008 14h28
E a história continua.
O que o poder legislativo não consegue fazer, o poder judiciário executa.
Estou me referindo ao caso dossiê, considerando-se a blindagem, assim como a impunidade imposta por este governo, que antes de assumir o governo pedia apuração de tudo, entretanto hoje, só faz é bloquear qualquer tipo de investigação que supostamente possa apurar eventuais falcatruas ou ilícitos.
Ficou mais que provado de que o dossiê foi elaborado na Casa Civil e teve intenção de cercear a abertura da CPI dos cartões corporativos, utilizado como contra argumento, de que possuiam elementos que também comprometiam o governo Fernando Henrique, entretanto, não foi suficiente e a referida CPI foi instaurada.
Só restou ao governo blindar aqueles que convinham e jogar o foco ao vasamento e não à elaboração do mesmo.
Entretanto, se confirma de que a justiça pode tardar, mas está sempre presente e, neste contexto, nos resta apenas aguardar o desenrolar dos fatos e torcer para que se faça a verdadeira justiça.
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