Oposição aprova nova convocação para ouvir Dilma em comissão do Senado
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
A oposição aproveitou nesta terça-feira um novo "cochilo" da base aliada governista e aprovou outro requerimento de convocação da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) na Comissão de Infra-Estrutura do Senado para que ela explique o dossiê com gastos do governo Fernando Henrique Cardoso. A manobra da oposição, porém, fez o governo reagir para evitar que Dilma venha prestar qualquer depoimento na comissão.
O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), apresentou dois requerimentos à comissão para anular o pedido aprovado nesta terça-feira e transformar a convocação aprovada, há duas semanas, em convite. O presidente da comissão, Marconi Perillo (PSDB-GO), encerrou a comissão sem colocar os requerimentos em votação. Se os dois requerimentos passassem pela comissão, a ministra não seria mais obrigada a comparecer ao Senado.
"Se a oposição quiser ficar dando golpe, podemos esvaziar todas as comissões e não dar mais quórum", reagiu Jucá criticando a decisão de Perillo.
Dilma já havia marcado para o dia 30 de abril o seu depoimento à comissão para falar exclusivamente sobre as obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), como previsto no requerimento de convocação apresentado pelo senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) no dia 03 de abril.
Os governistas já haviam decidido que a ministra poderia falar sobre o dossiê, desde que fosse questionada pela oposição, mas voltaram atrás após as ações desta tarde.
O senador Mario Couto (PSDB-PA) aproveitou nesta terça-feira o esvaziamento da comissão no início da sessão, que tinha apenas três senadores da oposição, para apresentar o novo requerimento de convocação a Dilma. Irritados, os governistas reagiram quando chegaram à comissão e perceberam a manobra.
"Era uma reunião de sabatina, por isso não havia governistas na sala. Foi a repetição de um golpe que tinha sido revertido na semana passada. São assuntos que não têm nada a ver com o tema da comissão, que é de infra-estrutura", reagiu a líder do PT no Senado, Ideli Salvatti (SC).
Na opinião da líder, a oposição "precisa entender que quem tem maioria [os governistas] comanda" as votações na Casa Legislativa. "A tática da oposição é assim. Ou vão se cansar, ou vão entender que não são maioria. O regimento do Senado é claro: temos o direito de convocar qualquer autoridade desde que seja de assunto afeto à comissão", afirmou.
A oposição, porém, promete insistir na convocação de Dilma para que a ministra explique o vazamento de informações da Casa Civil que deu origem ao dossiê. DEM e PSDB já apresentaram outros requerimentos de convocação na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e na Comissão de Meio Ambiente e Direito do Consumidor do Senado.
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"Segundo o parecer da Procuradoria, "com exceção das imputações feitas nas referidas representações --imputações que não se confirmaram-- não consta dos autos sequer indícios da participação da ministra da Casa Civil Dilma Rousseff, do ministro da Justiça Tarso Genro e do ministro Jorge Hage, da Controladoria-Geral da República, nos fatos noticiados, nenhuma prova de que partiu da primeira a ordem para a elaboração do dossiê ou para a divulgação dos dados, nem da omissão dos demais na apuração dos fatos". "
Tá bom, vou fazer de conta que eu acredito.
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Só espero que o senado barre essa aquisição do TCU. Se for eleição 50% + 1 ela tá dentro, mas se tiver que ser 2/3 do senado, temos alguma chance para que isso não ocorra.
Prefiro o Múcio, pois não é fiel a ninguém, só a ele mesmo e assim alguma falcatrua sempre sobra e nós ficamos sabendo e podemos pressionar, com a Eunice isso não aocnteceria, apenas o que fosse oposição, o que fosse da casa seria suprimido.
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