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Brasil
15/04/2008 - 21h57

Após nova convocação de Dilma, governo articula para reverter chamado em convite

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

A oposição aproveitou nesta terça-feira um novo "cochilo" da base aliada governista e aprovou um novo requerimento de convocação da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) na Comissão de Infra-Estrutura do Senado para que ela explique o dossiê com gastos do governo Fernando Henrique Cardoso.

O governo reagiu à manobra da oposição e tentou aprovar dois requerimentos apresentados pelo líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), para anular o pedido e transformar a convocação aprovada, há duas semanas, em convite.

O presidente da comissão, Marconi Perillo (PSDB-GO), encerrou a comissão sem colocar os requerimentos em votação. Se os dois requerimentos passassem pela comissão, a ministra não seria mais obrigada a comparecer ao Senado.

Os governistas insistiram na tentativa de converter a convocação da ministra em convite, mas não conseguiram sensibilizar senadores do DEM e PSDB. Em busca de acordo, os senadores se reuniram com o presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), mas o encontro acabou em bate-boca entre os parlamentares.

A Folha Online apurou que o clima esquentou no encontro, com direito a troca de acusações. Os governistas acusam a oposição de dar um "golpe" na comissão, pois aproveitaram o início esvaziado da reunião para aprovar o novo requerimento de convocação de Dilma. A oposição, por sua vez, considera a manobra legítima porque argumenta que a ministra deve explicações sobre o dossiê.

Perillo sinalizou que pretende indeferir o pedido de Jucá para que a convocação seja transformada em convite. Mas prometeu analisar o recurso, desde que seja embasado pelo regimento interno do Senado.

Como não houve acordo com a oposição, os governistas terão que reunir maioria para aprovar os recursos de Jucá na próxima reunião da comissão, que deve ocorrer na quinta-feira. O líder não descarta recorrer ao plenário do Senado se o recurso for rejeitado.

A ministra já havia marcado para o dia 30 de abril o seu depoimento à comissão para falar exclusivamente sobre as obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), como previsto no primeiro requerimento de convocação apresentado pelo senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) no dia 3 de abril. Os governistas já haviam decidido que a ministra poderia falar sobre o dossiê, desde que fosse questionada pela oposição, mas voltaram atrás após as ações desta tarde.

Comentários dos leitores
sidnei g (2) 09/06/2009 15h17
sidnei g (2) 09/06/2009 15h17
Certo...então na manchete é dossiê, mas a reportagem fala de "suposto" dossiê...por essas manchetes é que a imprensa vai destruindo sua credibilidade. sem opinião
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Bolinha da Lulu (240) 14/05/2009 23h24
Bolinha da Lulu (240) 14/05/2009 23h24
Texto no corpo da Folha.
"Segundo o parecer da Procuradoria, "com exceção das imputações feitas nas referidas representações --imputações que não se confirmaram-- não consta dos autos sequer indícios da participação da ministra da Casa Civil Dilma Rousseff, do ministro da Justiça Tarso Genro e do ministro Jorge Hage, da Controladoria-Geral da República, nos fatos noticiados, nenhuma prova de que partiu da primeira a ordem para a elaboração do dossiê ou para a divulgação dos dados, nem da omissão dos demais na apuração dos fatos". "
Tá bom, vou fazer de conta que eu acredito.
1 opinião
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Bolinha da Lulu (240) 28/04/2009 16h02
Bolinha da Lulu (240) 28/04/2009 16h02
Agora vamos ter que aturar o cousuismo de um capacho no TCU. Se antes eles já faziam pouco em verificar as contas e aceitar todas as explicações dadas para explicar o que era inexplicável. Agora com essa nava aquisição nem de explicação irão necessitar.
Só espero que o senado barre essa aquisição do TCU. Se for eleição 50% + 1 ela tá dentro, mas se tiver que ser 2/3 do senado, temos alguma chance para que isso não ocorra.
Prefiro o Múcio, pois não é fiel a ninguém, só a ele mesmo e assim alguma falcatrua sempre sobra e nós ficamos sabendo e podemos pressionar, com a Eunice isso não aocnteceria, apenas o que fosse oposição, o que fosse da casa seria suprimido.
sem opinião
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