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Brasil
16/04/2008 - 07h46

Ibama encontra pontos de desmatamento em reserva ocupada em Roraima

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ANDREZZA TRAJANO
Colaboração para a Agência Folha, em Boa Vista

Com a suspensão da operação de retirada dos arrozeiros da terra indígena Raposa/Serra do Sol, no nordeste de Roraima, o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e a ANA (Agência Nacional de Águas) começaram a fiscalizar os 20 mil hectares ocupados com o plantio de arroz na área e detectou pontos de desmatamento irregular.

Desde a semana passada, funcionários os dois órgãos sobrevoam as fazendas para colher fotos aéreas e comparar com as imagens de satélite que monitoram a área desde a década de 80. O material colhido até agora, segundo Frederico Fonseca, que coordena a ação, aponta para a existência de desmatamento, inclusive em áreas de preservação permanente, nas margens do rio Surumu. A multa, nestes casos, pode chegar a R$ 5.000 por hectare.

"A supressão da vegetação da mata ciliar provoca o assoreamento do rio e prejudica a fauna e a flora da região", disse Fonseca, do Ibama.

Ele afirma que só com o trabalho de campo, que começa na próxima semana, poderá mensurar o tamanho da devastação e a existência de outros crimes ambientais.

Um dos principais cursos d'água da Raposa/Serra do Sol, o rio Surumu é usado pelos rizicultores para irrigar a plantação de arroz, com bombas movidas por motores a diesel.
Nas incursões aéreas à terra indígena, os fiscais da ANA investigam indícios de que o rio teria sido desviado para facilitar a irrigação.

Para o presidente da Associação dos Rizicultores de Roraima, Paulo César Quartiero, a acusação de que os arrozeiros promovem danos ambientais não passa de "discurso político, por meio de uma conspiração para internacionalizar a Amazônia".

Ontem, Quartiero (DEM) foi reconduzido ao cargo de prefeito de Pacaraima, depois de ter o mandato cassado pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral) de Roraima, acusado de crime eleitoral.

A posse de Quartiero foi autorizada a tarde pelo TRE, uma vez que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) publicou na segunda-feira o acórdão da decisão que o reconduziu ao cargo.

Comentários dos leitores
Jonas Bastos (1) 26/11/2009 19h38
Jonas Bastos (1) 26/11/2009 19h38
É bom que Peru e Brasil tomem mais rapido possivel medidas duras para combater o narcotrafico,contrabando de armas, grupos de exterminios e etc,nas suas froteiras como é o caso da regiao do Alto Rio Solimoes esquecida pelo proprio estado brasileiro... sem opinião
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antonio lucio (1) 18/11/2009 13h13
antonio lucio (1) 18/11/2009 13h13
Será que os retardados mentais que defendem esta miliicia indigina, por tras disto esta as FARC e por tas delas o Chaves, o louco, o debiloide. Pelo amor de Deus. vc querem o que uma querrilha camponesa, entre os sem terra, seringueiros, agricultores, pequenos pecuaristas e os indiginas. Será um massacre atras do outro. O estado é quem que deve estar presente nestes conflitos, esta ai a PF, o Exercito. Agora temos um governo incompetente, irresponsável e incapaz de evitar as invações de terras indiginas ai é outra coisa. Daqui a pouco, vamos ter as milicias, dos seringueiros, dos sem terras (este já existe), dos pequenos pecuaristas e dos agricultores. Teriasmos ai um estado sem lei. Mais ano que vem temos oportunidade de mudar isto. Se Deus quiser vamos mudar e expulsar estes petistas do poder. e olhe quando eles sairem veremos o mar de lama sair das bocas dos bueros e acha lama e podridão. 1 opinião
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tereza rocha (3) 17/11/2009 20h28
tereza rocha (3) 17/11/2009 20h28
sem proteção os indios ficam a mercê de todos os perigos existentes na Amazonia.Agora as Farc tambem querem se aproveitar da fraqueza indigena. 2 opiniões
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