CPI dos Cartões convoca reitor da Unifesp e pede informações de ex-vice-reitor da UnB
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
A CPI dos Cartões Corporativos aprovou nesta quarta-feira requerimento de convocação do reitor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), Ulysses Fagundes Neto, acusado de usar o cartão da universidade para gastar R$ 11,8 mil em lojas de eletrônicos nos Estados Unidos, em lojas de cerâmicas na Espanha e na compra de malas Samsonite em Hong Kong.
Com a convocação, o reitor terá que comparecer à CPI para explicar as acusações. A data do depoimento ainda será marcada pela comissão.
Segundo reportagem da Folha, Fagundes Neto gastou R$ 2 mil em compras na loja da Samsonite, na China. Nos Estados Unidos, gastou quase R$ 3 mil na Best Buy e R$ 2 mil na CompUSA, lojas de eletrônicos.
Na Espanha, o reitor alugou um carro e gastou R$ 1.400 em uma loja de cerâmicas. Durante viagem a Berlin (Alemanha), em 2006, ele comprou US$ 2,5 mil em lojas da Nike e da Adidas. Ele também é acusado de utilizar o cartão corporativo para pagar hospedagem em hotéis de luxo, como na Disney em um palacete do século 17 perto de Coimbra, em Portugal, além de pagar contas em restaurantes caros no exterior.
Em nota oficial, a Unifesp afirmou que os gastos de Fagundes Neto em viagens internacionais nos últimos dois anos foram auditados pela CGU (Controladoria Geral da União) e que os valores excedentes foram ressarcidos aos cofres públicos em junho de 2007.
"Se algum gasto ultrapassa o valor das diárias, é apontado na auditoria anual da CGU, sendo feito o ressarcimento dos gastos", diz a nota da Unifesp.
Os R$ 11,8 mil é a diferença entre suas compras particulares e as diárias nos hotéis internacionais.
A CGU abriu uma auditoria para analisar só os gastos com cartão do reitor e pretende auditar os gastos do cartão usado por ele de 2007 até hoje. Segundo a assessoria da CGU, Fagundes Neto será obrigado a ressarcir todo o valor que for considerado irregular.
UnB
A CPI também aprovou nesta quarta-feira requerimento com o pedido de informações para que o ex-vice reitor da UnB (Universidade de Brasília) Edgar Mamiya explique os gastos da universidade nos últimos anos. O vice-reitor pediu o afastamento do cargo no último sábado, antes do reitor Timothy Mulholland também renunciar.
O Ministério Público Federal no Distrito Federal e o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios protocolaram uma ação de improbidade administrativa contra Mulholland por uso de recursos destinados ao financiamento de projetos de pesquisa e desenvolvimento institucional da UnB para decorar o apartamento funcional.
De acordo com a ação, cerca de R$ 470 mil foram gastos para mobiliar e decorar o imóvel. Além disso, R$ 72 mil foram usados para comprar um automóvel de uso exclusivo do reitor. Todos os gastos foram custeados pela Finatec (Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos), fundação de apoio ligada à UnB, com a utilização de recursos de um fundo destinado ao desenvolvimento institucional.
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Pela lógica, as fichas para corrupção do PT vem da éra FHC ou Serra?
Uma equação um tanto estranha para justificar as falcatruas do PT.
A culpa é de Serra entao?
[]s
Eduardo.
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Ainda veremos muito tucano e demos pfl na cadeia e o povo paulista, mineiro, gaúcho pedindo desculpas por tamanha ignorância...!!!
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