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Brasil
16/04/2008 - 15h13

Comissão da Câmara convoca Tarso para falar sobre conflito em reserva indígena

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da Folha Online

A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira a convocação do ministro Tarso Genro (Justiça) para prestar esclarecimentos sobre a retirada de habitantes não-índios da reserva Raposa/Serra do Sol, em Roraima.

A data do depoimento do ministro ainda não foi marcada, mas deverá ser no mesmo dia do governador de Roraima, José de Anchieta Júnior (PMDB), que será convidado a participar da audiência pública sobre a disputa pela na reserva indígena.

A Raposa/Serra do Sol é alvo de um conflito entre indígenas e rizicultores que ocupam parte da reserva, que foi considerada como terra indígena contínua. A Polícia Federal quer retirar os arrozeiros do local, mas encontra a resistência da categoria.

A disputa pela área foi parar no STF (Supremo Tribunal Federal), que suspendeu a Operação Upatakon 3, da Polícia Federal, para liberar a reserva. Primeiro o STF concedeu uma liminar depois manteve a decisão ao rejeitar recurso apresentado pela AGU (Advocacia-Geral da União) que queria manter a operação.

A decisão do STF atendeu a pedido feito pelo governo de Roraima em uma ação para suspender a retirada dos habitantes não-índios enquanto não houver uma posição da Corte sobre as ações contra a homologação da terra.

A convocação de Tarso e o convite de Anchieta Júnior foram solicitados pelo deputado Antonio Carlos Pannunzio (PSDB-SP), que pretende promover um debate sobre o tema entre ambos.

"Temos a chance de evitar a tragédia que seria o enfrentamento de brasileiros contra brasileiros. Não devemos dar as costas a um tema tão grave. Todo esforço que se puder reunir para evitar a eclosão do conflito e definir rumos concretos de uma solução pacificadora para Roraima deve encontrar o respaldo de todo o Parlamento".

Reportagem publicada hoje pela Folha informa que o advogado-geral da União, José Antonio Toffoli, expôs em reunião com entidades indígenas argumentos para defender que a demarcação contínua da reserva seja mantida pelo STF.

Toffoli quer contestar os argumentos do governo de Roraima, que sensibilizaram os ministros do STF. O Estado alega que a reserva ocupa quase 50% de seu território. Diz que os arrozeiros ocupam 1% da área demarcada, mas são responsáveis por 6% da economia local.

Comentários dos leitores
Jonas Bastos (1) 26/11/2009 19h38
Jonas Bastos (1) 26/11/2009 19h38
É bom que Peru e Brasil tomem mais rapido possivel medidas duras para combater o narcotrafico,contrabando de armas, grupos de exterminios e etc,nas suas froteiras como é o caso da regiao do Alto Rio Solimoes esquecida pelo proprio estado brasileiro... sem opinião
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antonio lucio (1) 18/11/2009 13h13
antonio lucio (1) 18/11/2009 13h13
Será que os retardados mentais que defendem esta miliicia indigina, por tras disto esta as FARC e por tas delas o Chaves, o louco, o debiloide. Pelo amor de Deus. vc querem o que uma querrilha camponesa, entre os sem terra, seringueiros, agricultores, pequenos pecuaristas e os indiginas. Será um massacre atras do outro. O estado é quem que deve estar presente nestes conflitos, esta ai a PF, o Exercito. Agora temos um governo incompetente, irresponsável e incapaz de evitar as invações de terras indiginas ai é outra coisa. Daqui a pouco, vamos ter as milicias, dos seringueiros, dos sem terras (este já existe), dos pequenos pecuaristas e dos agricultores. Teriasmos ai um estado sem lei. Mais ano que vem temos oportunidade de mudar isto. Se Deus quiser vamos mudar e expulsar estes petistas do poder. e olhe quando eles sairem veremos o mar de lama sair das bocas dos bueros e acha lama e podridão. 1 opinião
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tereza rocha (3) 17/11/2009 20h28
tereza rocha (3) 17/11/2009 20h28
sem proteção os indios ficam a mercê de todos os perigos existentes na Amazonia.Agora as Farc tambem querem se aproveitar da fraqueza indigena. 2 opiniões
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