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Brasil
16/04/2008 - 19h01

Nova verba de gabinete de deputados vai custar R$ 400 mi para Câmara

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RENATA GIRALDI
da Folha Online, Brasília

As despesas da Câmara com o pagamento de verba de gabinete vão ser de R$ 400,1 milhões anuais --sem contar os encargos sociais-- a partir deste mês com o reajuste concedido nesta quarta-feira. Por unanimidade, a Mesa Diretora da Casa decidiu elevar de R$ 50,8 mil para R$ 60 mil o valor da verba destinada aos 513 deputados e o pagamento de seus funcionários não-concursados. A iniciativa ganhou elogios no plenário e crítica isolada do PSOL.

"Todas as bancadas apoiaram a decisão da Mesa [Diretora]. Esses servidores vivem de seus vencimentos e têm direito a um reajuste anual. A medida da Mesa é correta", afirmou o líder do PT na Câmara, Maurício Rands (PE), um dos primeiros a se pronunciar depois do anúncio do reajuste feito pelo presidente da Casa, Arlindo Chinaglia (PT-SP).

O vice-líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), não escondeu o entusiasmo pela aprovação do reajuste. "Quero parabenizar a Mesa [Diretora]. É coisa rara ver toda a diretoria da Câmara dando notícia tão boa para os nossos assessores", afirmou o deputado.

O número de funcionários por gabinete parlamentar pode variar de cinco a 25, dependendo da decisão de cada deputado.

A Secretaria de Comunicação da Câmara informou que o aumento envolve cerca de 10 mil funcionários denominados secretários parlamentares que recebem, no mínimo, R$ 601,08 e no máximo, R$ 8.040. Os assessores podem trabalhar em Brasília e também nos Estados dos deputados federais.

Defasagem

Durante a sessão desta quarta-feira, Chinaglia anunciou o aumento da verba de gabinete. Segundo ele, o aumento considerou a reposição da inflação calculada pelo IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) de 2005 --quando houve o último reajuste-- até março de 2008, 15,13%, mais um ganho real de 2,94%. O aumento valerá a partir deste mês.

O deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) criticou a iniciativa. Na opinião, dele isso contraria a legislação que proíbe reajustes salariais a seis meses das eleições e ainda pode favorecer os parlamentares que são candidatos a prefeito.

"Quando se faz um reajuste há menos de seis meses das eleições, por isso o legislador vedou para os servidores [o aumento neste período], o uso eleitoral pode acontecer. O parlamentar que é candidato, que apóia um candidato a prefeito, tem um pouquinho mais de folga [financeira] às vésperas de começar a campanha [eleitoral]", afirmou Alencar.

Comentários dos leitores
Elias Vicente de Souza (14) 17/03/2009 09h29
Elias Vicente de Souza (14) 17/03/2009 09h29
Uma das coisas que mais falta aos nossos cidadãos é o sentimento de que todos fazemos parte de uma mesma empresa empresa, e como sócios somos co-responsáveis pela administração de nossas cidades e nosso país. Muitos se esquecem com facilidade em quem votou nas últimas eleições, não acompanham o mandato que confiaram ao seu representante, não fiscalizam. Na cidade pequena onde moro (24 Mil Habitantes) apenas três pessoas se interessam pelos assuntos que são discutidos na Câmara de Vereadores. Muitas vezes me questiono se problema esta realmente em nossos representantes? Invariavelmente chego à conclusão de que somos muito bem representados (na média), porque a nossa classe política é o reflexo fiel da nossa sociedade. sem opinião
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Humberto rodrigues (37) 13/03/2009 14h06
Humberto rodrigues (37) 13/03/2009 14h06
O pagamento das horas extras é legal,pode ser até imoral,mas é legal. sem opinião
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ANIBAL FAGUNDES (14) 13/03/2009 13h55
ANIBAL FAGUNDES (14) 13/03/2009 13h55
Alguém que teve a paciencia de assistir as TVs Camara e Senado, pode notar que discute-se demais nas duas casas vota-se de menos, e as vezes percebe-se que no plenario tem pouco representante do povo , joga-se muito confete e rasga-se muita seda entre eles que são muito civilizados, tratam-se por excelencia o que nem sempre é verdade, fazem pronunciamentos ao vento, enfim são tão improdutivos estes senhores, que deveriam ter um controle externo como eles criaram para o poder judiciario que talves o desempenho pudesse melhorar e o pais andar porque precisa de muitas reformas para recuperar duas decadas perdidas. sem opinião
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