Após duas semanas, estudantes da UnB decidem deixar prédio da reitoria
da Folha Online, em Brasília
Após duas semanas, os estudantes da UnB (Universidade de Brasília) decidiram hoje em assembléia desocupar o prédio da reitoria da universidade. A desocupação começa amanhã --o prédio está ocupado desde o último dia 03.
De acordo com os alunos, os estudantes vão se manter em estado de mobilização. "A desocupação acaba, mas permanecemos em estado de mobilização. Queremos manter um calendário de negociação", disse Karla Gamba, uma das representantes do comitê de negociação dos estudantes da UnB.
Quando iniciaram a ocupação, os estudantes reivindicavam a saída do então reitor Timothy Mulholland, suspeito de envolvimento com suposto desvio de recursos da Finatec --que renunciou ao cargo no domingo-- para decoração de seu apartamento funcional. Mesmo após a renúncia de Mulholland, os estudantes vinham mantendo a ocupação. Eles agora querem realização de eleições paritárias para escolha do reitor.
Ontem, os estudantes se reuniram com novo reitor da UnB, Roberto Aguiar. Ao sair do encontro, reitor e alunos adotaram discursos diferentes. Aguiar afirmou que os estudantes deixariam a reitoria em 48 horas. "Estabelecemos um prazo para sair. Vão sair em 48 horas."
Depois Aguiar recuou e afirmou que essa era a expectativa dele. "A minha expectativa é que em 48 horas ou menos eles saiam."
Já os alunos disseram que essa decisão só poderia ser tomada em assembléia, como ocorreu hoje.
Eleições paritárias
Atualmente, o voto dos estudantes tem peso de 15%. O voto dos professores tem peso de 70% e os, dos servidores, de 15%. A saída dos membros da direção da reitoria da UnB era uma das principais reivindicações do DCE (Diretório Central dos Estudantes).
Reportagem da Folha informa que a paridade pode esbarrar em um obstáculo legal. A LDB (Lei de Diretrizes e Bases) estabelece que 'os docentes ocuparão 70% dos assentos em cada órgão colegiado e comissão, inclusive nos que tratarem da elaboração e modificações (...) da escolha de dirigentes'.
Segundo o ministro Fernando Haddad (Educação), as universidades podem fazer consultas informais paritárias antes do pleito oficial, e os 70% dos professores previstos por lei acatem o nome sugerido.
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Especial



Sim, sou favorável!
Em palavras que aprendi com outros:
"Não é de novas partilhas pela violência, mas de transformações graduais das idéias que se necessita: é necessário que em todos a justiça se torne mais forte e o instinto de violência mais fraco. Nietzsche.".
"..Sim, há progresso da humanidade na justiça , mas esse progresso de nossa liberdade, devido inteiramente ao progresso de nossa inteligência , não prova certamente nada para a bondade de nossa natureza;"mais a frente,diz: "..apeguei(o homem) ao tríplice dogma da prevaricação, da condenação e da redenção , isto é, da perfectibilidade por meio da justiça"Proudhon.
"As massas sob regime despótico só conhecem a dependência , a submissão, a sujeição; a obediência passiva satisfaz a sua filosofia política;carecem da força e da resistência contra o que elas julgam o inevitável, deixam-se adormecer na apatia.".Jhering
De um brasileiro:"Quanto mais a sociedade política se aperfeiçoa, mas vão sendo cerceadas as possibilidades do emprego da força por parte dos indivíduos...porque o poder político visa monopolizar os meios de ação coercitiva e chama a si a arbitragem de todos os conflitos e o emprego regular de toda coação material"-Caetano M.
Concluo com Jhering:"Para o homem não inteligente é muda a experiência , que aproveita ao ser inteligente , dotado da força moral para seguir as suas lições(...)O Poder público recorre ao Direito porque nele descobre o seu interesse bem entendido.".
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O silêncio é ensurdecedor!
Mas, ainda não escutei nada.
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