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Brasil
17/04/2008 - 14h05

Chinaglia defende aumento da verba de gabinete de deputados

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), reagiu nesta quinta-feira às críticas ao aumento na verba de gabinete dos 513 deputados, que subiu dos atuais R$ 50,8 mil para R$ 60 mil. Na opinião de Chinaglia, aqueles que criticam o reajuste buscam a "platéia fácil" e devem defender publicamente a "demissão em massa" dos servidores.

"Ou você demite para fazer economia, ou não repõe as perdas para fazer suposta economia. É preciso então considerar se deve haver ou não Congresso porque, às vezes, tenho a impressão que estes que gostam do holofote fácil muitas vezes escolhem atacar o Congresso, que é elemento vital da democracia em qualquer país do mundo", disse.

Chinaglia disse que tratou o reajuste com "normalidade", uma vez que corrigiu os salários de funcionários não-concursados da Casa acima da inflação.

"Aquilo que é apenas a reposição de perdas, que é normal na vida de qualquer trabalhador, vira como se fosse um fato fora da normalidade."

Segundo o deputado, os trabalhadores que "labutam no dia-a-dia" sabem que se faz "justiça" quando há a reposição de perdas da inflação após três anos sem reajustes. "Um aumento real de 2,9% em um período onde houve reajuste para todo o funcionalismo público federal, incluindo funcionários do TCU [Tribunal de Contas da União], Judiciário e dos próprios servidores concursados da Câmara e do Senado, eu acho que nós estamos fazendo justiça."

O deputado ainda rebateu levantamento realizado pela ONG Transparência Brasil que aponta a Câmara brasileira como uma das mais caras do mundo. A ONG Contas Abertas também realizou estudos que apontam que com o aumento real de 2,9% da verba de gabinete, a conta desembolsada com cada parlamentar brasileiro passa a ser de aproximadamente R$ 114 mil mensalmente, ou R$ 1,4 milhão por ano. A soma engloba o salário e a estrutura direta a que o parlamentar tem direito.
"Outros de maneira esperta já apresentaram os gastos do Congresso, mas não dizem que outros Poderes Legislativos em todo o mundo não pagam, por exemplo, a aposentadoria. Aí acaba se comparando melancia com abacaxi", disse Chinaglia.

Reajuste

Segundo reportagem da Folha, o impacto anual do reajuste na folha da Câmara será de R$ 61,4 milhões. O aumento foi calculado com base no IGP-M (15,13% no período), o maior índice inflacionário entre os seis usados pelo Banco Central, mais 2,9%, percentual que, segundo Chinaglia, equivale ao "ganho real".

A verba de gabinete é usada para a contratação de no mínimo cinco e no máximo 25 funcionários por gabinete. Hoje a Câmara conta com cerca de 9.500 deles, cujos salários vão de R$ 721 a R$ 8.040. O último reajuste foi concedido em dezembro de 2005, retroativo a março daquele ano.

Além da verba de gabinete e do vencimento de R$ 16,5 mil por mês, cada parlamentar tem direito a receber R$ 16,5 mil no final e no começo de cada ano legislativo, R$ 3 mil de auxílio moradia, R$ 4,2 mil de cota postal, R$ 15 mil de verba indenizatória e auxílio para passagem aérea --que varia de R$ 4,4 mil (para parlamentares que moram no Distrito Federal) a R$ 17,6 mil (para os que moram em Roraima).

Comentários dos leitores
Elias Vicente de Souza (14) 17/03/2009 09h29
Elias Vicente de Souza (14) 17/03/2009 09h29
Uma das coisas que mais falta aos nossos cidadãos é o sentimento de que todos fazemos parte de uma mesma empresa empresa, e como sócios somos co-responsáveis pela administração de nossas cidades e nosso país. Muitos se esquecem com facilidade em quem votou nas últimas eleições, não acompanham o mandato que confiaram ao seu representante, não fiscalizam. Na cidade pequena onde moro (24 Mil Habitantes) apenas três pessoas se interessam pelos assuntos que são discutidos na Câmara de Vereadores. Muitas vezes me questiono se problema esta realmente em nossos representantes? Invariavelmente chego à conclusão de que somos muito bem representados (na média), porque a nossa classe política é o reflexo fiel da nossa sociedade. sem opinião
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Humberto rodrigues (37) 13/03/2009 14h06
Humberto rodrigues (37) 13/03/2009 14h06
O pagamento das horas extras é legal,pode ser até imoral,mas é legal. sem opinião
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ANIBAL FAGUNDES (14) 13/03/2009 13h55
ANIBAL FAGUNDES (14) 13/03/2009 13h55
Alguém que teve a paciencia de assistir as TVs Camara e Senado, pode notar que discute-se demais nas duas casas vota-se de menos, e as vezes percebe-se que no plenario tem pouco representante do povo , joga-se muito confete e rasga-se muita seda entre eles que são muito civilizados, tratam-se por excelencia o que nem sempre é verdade, fazem pronunciamentos ao vento, enfim são tão improdutivos estes senhores, que deveriam ter um controle externo como eles criaram para o poder judiciario que talves o desempenho pudesse melhorar e o pais andar porque precisa de muitas reformas para recuperar duas decadas perdidas. sem opinião
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