Publicidade

Publicidade
Brasil
17/04/2008 - 16h50

MST ocupa sede da Vale, prédios do Incra e agências do BB

Publicidade

da Folha Online, no Rio e em SP

A Vale informou que integrantes do MST (Movimento dos Sem Terra) invadiram hoje a sede administrativa da mineradora, localizada em Belém (PA). A ocupação acontece no aniversário de 12 anos do massacre de Eldorado dos Carajás, que resultou na morte de 19 sem-terra.

Hoje, integrantes do MST realizam ações no Distrito Federal e em mais 13 Estados: Santa Catarina, São Paulo, Roraima, Pernambuco, Maranhão, Rio Grande do Sul, Ceará, Sergipe, Paraná, Paraíba, Pará, Rio de Janeiro, Piauí. As ações fazem parte do chamado "abril vermelho".

Entre as ações do MST realizadas hoje estão a invasão de sedes do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) e de agências do Banco do Brasil. Foram invadidas as sedes do Incra localizadas em Imperatriz (MA), Chapecó (SC), Petrolina (PE), e uma regional de Brasília (DF). Já as agências do BB ocupadas são de Sorocaba e Andradina --ambas no interior de São Paulo.

Em Teresina (PI), os manifestantes ocuparam uma agência da Caixa Econômica Federal e, em seguida, protestaram em frente à sede no Incra na capital. Outra manifestação foi realizada no Incra do Rio de Janeiro.

De manhã, integrantes do MTM (Movimento dos Trabalhadores em Mineração) ocuparam a EFC (Estrada de Ferro Carajás), que pertence a Vale. A mineradora informou que a invasão havia sido promovida pelo MST, que negou a autoria da ação.

O MST assume a autoria da ocupação da sede da Vale em Belém. O MST informa que o protesto foi feito em solidariedade ao MTM e contra a "criminação dos movimentos sociais promovida pela Vale".

A ocupação do prédio da Vale durou 15 minutos e já foi encerrada. A ocupação da EFC também já acabou.

No Rio, ministro Edison Lobão (Minas e Energia) não descartou utilizar o Exército para prevenir um possível acirramento der ânimos nas áreas que vem sendo invadidas pelo MST.

Lobão disse que o Exército encontra-se nas proximidades da hidrelétrica de Xingó (SE) e garantiu que a invasão da ferrovia de Carajás, da Vale, foi equacionada.

O ministro admitiu o uso do Exército para que se evite "atitudes impensadas" e citou o cerco à hidrelétrica de Xingó como exemplo.

"Evidente que o patrimônio do povo brasileiro precisa ser preservado. O governo não deseja um acidente neste percurso e está agindo com prudência que lhe cumpre e a firmeza como deve fazer", observou.

Comentários dos leitores
Alziro Ribeiro da Silva (45) 03/12/2009 10h30
Alziro Ribeiro da Silva (45) 03/12/2009 10h30
O Brasil precisa de reforma agrária, só que enquanto tiver interesses politicos no meio será dificil ir adiante, onde há interesses politicos tudo é abortados ao interesses do nosso POVÃO.!!! sem opinião
avalie fechar
José Alberto (221) 02/12/2009 20h58
José Alberto (221) 02/12/2009 20h58
Acredito que os indigenas brasileiros tem todo o direito de ir contra a construção de hidroeletricas em seus rios e acabar com a biodiversidade, a minha censura é ver quantos movimentos estão por tras dessa atitude corajosa de nossa india que poucos tem ou terão, agora essas ongs, sindicatos e pastorais tiram de letra se aproveitando disso e colocando a frente uma indigena, por será que eles não apareceram e só ficam de longe esperando resultados....... o covardia.... sem opinião
avalie fechar
J. R. (1184) 28/11/2009 09h55
J. R. (1184) 28/11/2009 09h55
Só uma nação de ignorantes não entende a necessidade de se fazer reforma agrária. Todas as nações do 1o. Mundo fazem reforma agrária, a mais recente foi Portugal. Chega de ignorância, desconhecimento e mau uso da terra nacional! 13 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (2025)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca