MST nega invasão de ferrovia e rebate críticas da Vale
da Folha Online
O MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) negou a participação de integrantes do movimento na invasão da EFC (Estrada de Ferro dos Carajás) nesta quinta-feira, conforme havia sido informado em nota pela mineradora Vale. De acordo com a Vale, os sem-terra teriam bloqueado a ferrovia pela manhã "deixando para trás um rastro de prejuízos e afetando a vida de milhares de pessoas que dependem da EFC" e invadido a sede da Vale em Belém (PA).
Em nota, o MST explica que a obstrução dos trilhos da EFC, em Parauapebas (PA), foi realizada pelo MTM (Movimento dos Trabalhadores na Mineração) "que faz uma série de protestos para denunciar a exploração da Vale e exigir a retomada de parte da área". No entanto, o movimento admitiu ter invadido a sede da mineradora durante 15 minutos.
O MST reagiu às acusações da mineradora ao afirmar que "a Vale supostamente defende o Estado democrático de Direito, no entanto, faz apologia à violência contra os trabalhadores". Para os sem-terra "a Vale vem criminalizando os movimentos populares ao criar um clima de terror, incentivando a violência contra famílias sem-terra, que classifica de 'bandidos' por fazerem a luta por melhores condições de vida".
O MST conclui a nota dizendo que "vai continuar a luta contra o latifúndio, a monocultura para exportação e as empresas transnacionais, que não representam uma solução para os pobres, e contra as empresas que ferem a soberania nacional".
Leia mais
- Após invasão de ferrovia, Vale critica MST e chama governo do Pará de omisso
- MST ocupa sede da Vale, prédios do Incra e agências do BB
- Movimentos dão força à democracia, afirma ministro do Desenvolvimento Agrário
- Massacre de sem-terra faz 12 anos e reclamações de assentados não mudam
- Sem-terra invadem prédios públicos para lembrar massacre de Eldorado dos Carajás
- Sem-terra invadem prédios públicos para lembrar massacre de Eldorado dos Carajás
Especial


avalie fechar
avalie fechar
avalie fechar