Ministro defende direito de manifestação do MST e rebate Stedile
LORENNA RODRIGUES
da Folha Online, em Brasília
O ministro Guilherme Cassel (Desenvolvimento Agrário) disse nesta sexta-feira que o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) tem o direito de se manifestar. Ele não quis comentar as invasões a prédios públicos e empresas promovidas nos últimos dias pelo MST para lembrar as mortes de 19 trabalhadores rurais em Eldorado do Carajás (PA), há 12 anos.
Cassel rebateu as críticas do líder do MST João Pedro Stedile, que disse que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva precisa "criar vergonha na cara" para cumprir acordos feitos com os sem-terra.
Cassel disse que o Brasil avançou muito com a reforma agrária no governo do presidente Lula. "Tenho certeza que a gente vem avançando muito em reforma agrária. Aposto na continuidade do trabalho", afirmou.
Cassel informou que das 970 mil família assentadas em toda a história do país, 450 mil foram assentadas nos últimos cinco anos.
Ele ressaltou que o governo vem fazendo ações além dos assentamentos, como abertura de créditos e financiamentos e assistência técnica aos assentados. "Reforma agrária não é unicamente colocar sem-terra na terra", afirmou.
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