DEM alerta contra clima de insurreição em reservas e critica governo por intimidar general
da Folha Online, em Brasília
O presidente do DEM, deputado federal Rodrigo Maia (RJ), divulgou nota apoiando o general Augusto Heleno Ribeiro Pereira, que foi cobrado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva por criticar a política indigenista do governo. Anteontem, o general chamou a política de "caótica" e "lamentável".
Em nota, Maia cobra "medidas efetivas contra o clima de quase insurreição que temos vivido". "A pretexto de transformar tribos em 'supostas nações independentes', ONGs estrangeiras interessadas em consolidar a invasão do território nacional, agem livremente na reserva, que faz fronteira com a Venezuela e a Guiana."
Os índios, entretanto, negam representarem uma ameaça à soberania nacional. "Pedimos para o presidente que entenda que nós, as populações indígenas, também defendemos as faixas de fronteira. Não é o que o general disse que nós somos um empecilho. Não somos um empecilho", reagiu o vice-presidente da Coordenação das Organizações Indígenas Brasileiras, Marcos Aporinan, que se encontrou hoje com o presidente Lula.
O presidente do DEM critica o que chama de suposta tentativa de intimidar o general Heleno. "Com o pedido de explicações, o governo busca intimidar, ameaçar e silenciar o comandante com o objetivo de enfraquecer a posição de todos os que defendem a revisão da política indigenista do governo porque ela implica ameaça à segurança nacional", diz ele.
Maia afirma ainda que o governo "atua com permissividade e leniência ante as ilegalidades de grupos que investem contra a democracia, o estado de direito e a segurança pública". "É com apoio, estímulo e financiamento público que o MST pratica ações ilegais e achincalha o direito de propriedade previsto na Constituição sem receber nenhuma advertência."
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E pela boa iniciativa deles de se submeterem ao Estado Brasileiro e nossas leis demonstram muito boa vontade com a nação e merecem sim ser amparados visto a peculiaridade da situação de isolamento e as dificuldades que as policias atuais passam para protege-los.
Apoio a idéia.
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