Reitor da Unifesp detalha gastos com cartão corporativo e nega irregularidades
da Folha Online
Em nota à comunidade da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), o reitor Ulysses Fagundes Neto detalhou as despesas com cartão corporativo questionadas pela CGU (Controladoria-Geral da União) e negou irregularidades.
Fagundes Neto é acusado ter gasto mais de R$ 12 mil em viagens internacionais, nos últimos dois anos, com o cartão.
No comunicado, o reitor diz que não agiu de ma fé e afirmou que "nenhuma das pretensas denúncias apontou uso irregular de verba pública". Fagundes Neto justificou que as verbas das diárias não são retiradas dos recursos da Unifesp." São recursos adicionais liberados mediante prévia autorização e posterior comprovação", diz na nota.
Gastos detalhados
Na nota a Unifesp, ele diz que usou o cartão corporativo para pagar jantares "com caráter institucional" em doze recepções a comitivas. Também disse que usou o cartão em farmácias por três vezes. A primeira resultou de um equívoco no manuseio dos cartões pessoais, afirma o reitor, "por serem muito parecidos". O dinheiro foi devolvido, segundo ele.
Na segunda e na terceira vez, "as compras ocorreram em situações de emergência [...]. Mas não houve saque de recurso público, pois paguei os boletos de vencimento com dinheiro próprio", diz. A soma das despesas em farmácias é de R$ 1.410,18.
O reitor da Unifesp nega que tenha estado a passeio na Alemanha, na última Copa do Mundo, ou em férias na Disney, em Orlando (EUA). Ele alega que, nas duas ocasiões, viajou para participar de congressos científicos e que as viagens foram "previamente autorizadas e posteriormente comprovadas".
Em relação às compras feitas nas viagens internacionais, Fagundes Neto diz que foram lançadas no cartão corporativo e pagas com recursos próprios ou das diárias de viagem. "Nos casos em que se constatou que algum gasto ultrapassou o valor das diárias, o recurso foi devolvido no momento do acerto de contas, após a auditoria anual", disse ele.
Credor
Mesmo tendo informado que não deve nada ao erário, a procuradoria da Unifesp informou que o reitor entregou nesta semana R$ 37,6 mil à CGU. Fagundes Neto agora é "credor da União" e vai pedir ressarcimento, disse a procuradoria.
Antes de assinar a nota, o reitor da Unifesp disse que continua aberto ao diálogo com estudantes da universidade que pedem a renúncia de Fagundes Neto.
As declarações feitas hoje pelo reitor contradizem o que foi dito por ele na última quarta-feira (16), quando admitiu que errou ao usar o cartão corporativo do governo para pagar despesas pessoais --como a compra de material esportivo e malas de viagem.
"Cometi um equívoco, mas isso aconteceu porque utilizei o cartão sem orientação", disse Fagundes Neto na ocasião.
Leia mais
- Reitor da Unifesp admite erro ao usar cartão para gastos pessoais
- Estudantes da Unifesp realizam assembléia para definir rumo do movimento
- Procuradoria da Unifesp diz que reitor não lesou os cofres públicos
- Estudantes da Unifesp vão fazear passeata para pedir saída de reitor
- Estudantes da Unifesp entregam hoje carta ao reitor pedindo sua renúncia
Livraria
Especial


avalie fechar
Aumenta o Bolsa Família em 8%, acima da inflação.
Um programa eleitoreiro, que estimula aos que se conformam em viver na miséria, sim porque, os que se sujeitam receber essa esmola por tempo indeterminado, por absoluto conformismo, jamais será alguém na vida.
Essa esmola eleitoreira é um péssimo exemplo ao país, é um incentivo ao trabalho sem carteira assinada, e tudo as custas do dinheiro suado de quem trabalha.
O PT que sempre defendeu a divisão de rendas, faz com que o país assista o crecismento de novos milionários neste país, são poucos com muito, vivendo da especulação, em detrimento de muitos que trabalham e que pagam as contas.
Assistimos micro-empresários lutando arduamente para manter as portas abertas, quase pagando para trabalhar, com margem reduzida de lucro, em consequência da carga tributária escabrosa, intolerável.
Por outro lado, quem nunca contribuiu com um único centavo sequer, é privilegiado com o assistencialismo eleitoreiro do bolsa familia, ou com aposentadorias dos companheiros invasores do MST.
A regulamentação da tributação sobre riquezas prevista na constituição está como sempre esteve: Aguardando!
Só quero ver o que o PT dirá em suas propagandas políticas para as próximas eleições, qual será a desculpa oferecida, pois para àqueles que tanto ajudam no crescimento deste país, trabalhando arduamente, não mais acreditam em nenhuma desculpa sequer desse partido de ideologias baratas.
avalie fechar
Quanta decepção, quem poderia imaginar que o PT hoje pudesse tolerar todos os desmandos com o dinheiro do povo.
Nossas instituições democráticas estão totalmente abaladas.
avalie fechar