Lobby de prefeituras suspeitas de fraude chegou ao TRF, diz PF
da Folha Online
Investigações da Operação Pasárgada sobre desvio de recursos do Fundo de Participação dos Municípios revelam que o tráfico de influência de lobistas, prefeitos e advogados chegava ao TRF (Tribunal Regional Federal) da 1ª Região, em Brasília. A informação foi publicada em reportagem de Frederico Vasconcelos e Paulo Peixoto na edição desta segunda-feira da Folha (íntegra somente para assinantes do jornal ou do UOL).
Segundo a reportagem, houve tentativas de antecipar os votos da presidente do órgão, desembargadora Assusete Magalhães, para atender a interesses da suposta organização criminosa.
O relatório da Polícia Federal afirma que "a presidente do tribunal, por não ter nenhum envolvimento nos negócios ilícitos da organização criminosa", mandou que o chefe de uma assessoria ligada à presidência do TRF-1 mudasse minuta de voto que fora redigida de forma a beneficiar a suposta quadrilha. Com isso, Magalhães indeferiu pedido de Paulo Ernesto Peçanha da Silva, que pretendia recuperar o mandato cassado de prefeito de Itabela (BA).
Interceptações telefônicas apontam servidores públicos como contato da suposta quadrilha no tribunal. Pelo "serviço", o lobista Paulo Sobrinho Sá Cruz, figura central da organização, iria receber de Paulo Ernesto Peçanha da Silva (que teve prisão decretada) R$ 100 mil, "fora as despesas", entre elas propina a servidores da Justiça.
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