Secretaria de Direitos Humanos reconhece alto índice de violência contra homossexuais
da Agência Brasil
O assessor especial da SEDH (Secretaria Especial de Direitos Humanos), Ivair Alves Santos, disse nesta segunda-feira que, apesar dos índices "consideráveis" de violência contra os homossexuais, o tratamento a esta parcela da população evoluiu no Brasil graças a políticas públicas.
Santos comentou os dados revelados hoje pelo antropólogo e presidente do Grupo Gay da Bahia, Luiz Mott. De acordo com Mott, a cada três dias um homossexual é assassinado no Brasil. Em 2007, 122 gays morreram dessa forma, o que faz do país o campeão mundial de assassinatos de homossexuais.
O assessor evitou confirmar os números apresentados pelo antropólogo alegando que "os dados sobre o assunto ainda são muito frágeis". No entanto, reconheceu que a violência contra e gays e travestis no Brasil está em níveis altos e representam um problema social.
"Nos últimos anos, porém, o país tem gradualmente mudado esse quadro", diz ele. Santos ressaltou a existência de centros de atendimentos às vítimas de homofobia, onde os gays e travestis recebem atendimento psicológico e jurídico. Atualmente, segundo o assessor, existem 50 postos em todo o país.
Outra iniciativa é a integração das políticas públicas para homossexuais, com a ajuda dos estados e dos municípios. De acordo com Santos, isso será feito com a 1ª Conferência Nacional GLBT, que ocorrerá em junho em Brasília.
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