Brasil
22/04/2008 - 09h13

Para fustigar Serra, Alckmin busca Ciro

JOSÉ ALBERTO BOMBIG
da Folha de S.Paulo

Em resposta à movimentação de tucanos que trabalham pela aliança do prefeito Gilberto Kassab (DEM) com o PMDB, o grupo do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) vai buscar o apoio do deputado federal Ciro Gomes (CE) na tentativa de atrair o seu PSB na capital.

O ponto de intersecção entre os projetos de Alckmin e de Ciro é a necessidade de o deputado enfraquecer o governador paulista, José Serra (PSDB).

Nos bastidores, tucanos próximos de Serra têm auxiliado o prefeito de São Paulo, Kassab, em suas tratativas para contar com o PMDB do ex-governador Orestes Quércia.

As gestões nesse sentido fazem parte da estratégia de "desidratar" a pré-candidatura Alckmin, hoje o principal entrave no PSDB à manutenção da aliança com o DEM em torno de Serra e de seu projeto de chegar ao Planalto em 2010.

Aliados importantes de Serra, de quem Kassab era vice até 2006, integram o primeiro escalão da administração municipal e trabalham abertamente pela desistência de Alckmin.

Segundo a mais recente pesquisa Datafolha, Serra lidera a disputa pela Presidência com pelo menos 16 pontos de vantagem sobre o seu principal adversário, Ciro Gomes.

O presidenciável ajudaria a quebrar a resistência do PSB no âmbito nacional contra uma aliança com os tucanos em São Paulo, onde Alckmin já conta com a simpatia de Márcio França e William Dib, dois dos principais líderes da sigla.

Pelos cálculos de Alckmin, a ajuda do deputado federal pelo Ceará teria também força para arrastar não apenas o PSB mas também o PDT e o PC do B até ele. Os três partidos formam o chamado "bloquinho" e fazem parte da coalizão em torno do presidente Lula.

Alckmin está disposto a negociar o posto de vice em chapa com o "bloquinho", que, segundo o entorno do ex-governador, teria ainda o efeito de levar sua candidatura para a "esquerda", em oposição a Kassab.

Crise

A aproximação do prefeito de São Paulo de Orestes Quércia, com a ajuda de tucanos do Palácio dos Bandeirantes, abriu nova crise na mais que desgastada relação entre Alckmin e Serra.

Sem o apoio da "máquina estadual" e com o partido dividido ao meio, Alckmin tem pouco a oferecer ao PMDB, que quer espaço em administrações, cargo de vice e a garantia de Quércia concorrerá ao Senado em 2010 escorado em uma forte coligação, como a DEM-PSDB.

Para o grupo "alckmista", a ajuda dos tucanos a Kassab, além de "traição", é uma tentativa de "desconstruir" a candidatura do ex-governador.

Comentários dos leitores
Alcides Emanuelli (281) 30/08/2008 00h40
Alcides Emanuelli (281) 30/08/2008 00h40
Senhora Leila Feliciano,
Relata acontecimentos de campanhas de São Paulo que se fazem presente em todas as campanhas politicas de nossas cidades.
São vinculação em campanhas de obras particulares, direcionadas para interesses dos grupos as corporações, o vinculo desses segmentos significam o mais importante na propaganda politica do que enfrentar e querer trabalhar em prol das suas obrigações de desenvolverem as necessidades sociais.
Em florianólis, os Patidos de esquerda que se auto definem como de esquerda o PT e PC do B, são os responsaveis por obras faraonicas.
Como viadutos, canais, Telefericos, transporte maritimos, e muitas obras grandiosas e o povo acredita e troca megalomanica ambição por grandiosidade pelo bem estar social e vota neles.
Em todo o Brasil é assim!
Politica para brasileiro é um jogo de intesse e um bom emprego e uma ponte para o Poder que fascina a todos.
No caso de campos de futebol nos Estados mais desenvolvidos os Clubes constroem seus proprios estadios atraves de parceria com instituições privadas.
Grêmio, Inter, Palmeiras e no Nordeste do Brasil: Bahia, e outros estados os Estadios são Estaduais, No Pará tem até Politica dando dinheiro para os clubes, dinheiro esse que deveria ser destinado para construção de escolas, creches, hospitais, presidios, ou até areas de lazer como praças e praças esportivas para o povo e nunca para instituições privadas como os times do Remo e Paisandu.
Santa incompetencia de irregularidades.
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Alcides Emanuelli (281) 30/08/2008 00h27
Alcides Emanuelli (281) 30/08/2008 00h27
Dona Ellen, pode seguir em paz para a França, que alcance o que busca e vais com a certeza que não lhe quero mal nenhum.
Do fundo da minha alma lhe quero bem, embora não concorde com seus pensamentos e suas colocações, mas são discursões são debates que se fazem necessários existirem.
Somos frageis mortais perante os interesses dominadores do Poder.
Somos pequenos nesse meio corrupto que nós consume e nos destroi, mas temos que buscar sempre a diminuição das desigualdades é claro com responsabilidades.
Essa busca é dificil mas quem sabe um dia de tanto insistirmos vamos ver nossa Patria amada ser idolatrada por seu povo, que vai voltar a sorrir e andar pelas ruas em liberdade e sem medo de uma bala perdida.
Tudo de bom para a Senhora e que encontre a perfeição que tanto queres e busca, vou continuar como um simples brasileiro que vive aqui na terra, onde os homens matam uns aos outros por ambições pessoais.
Não temos culpa disso, mas podemos mudar um dia, quem sabe um dia desses, um Talvez acontece e poderemos comemorar a liberdade.
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Alcides Emanuelli (281) 30/08/2008 00h20
Alcides Emanuelli (281) 30/08/2008 00h20
Francisco Silva,
A ti só posso dizer obrigado!
Somos brasileiros e obrigados a tentar mudar essa situação triste em que vivemos.
Se nas mãos não temos armas, no bolso não temos poemas, podemos buscar em nossas idéias e nossos ideais, a luta é dificil mas ela tem que existir, e nossas vozes não podem se calar, temos que gritar sempre por liberdade!
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