Governistas derrubam requerimento para convocar Dilma em comissão do Senado
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
A base aliada do governo conseguiu derrubar nesta terça-feira um novo requerimento de convocação da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), desta vez na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização do Senado. Em votação simbólica, os governistas rejeitaram requerimento do senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) que pedia a convocação da ministra para falar sobre o dossiê contra o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
Com maioria na comissão no momento da votação do requerimento, os governistas derrubaram a matéria. O único voto contrário foi do senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA). Ao contrário do que ocorreu na Comissão de Infra-Estrutura do Senado, onde a oposição aproveitou um "cochilo" dos aliados para aprovar dois requerimentos de convocação de Dilma, os governistas se articularam nesta manhã para evitar uma nova convocação.
Mesmo após o feriado de 21 de abril, governistas chegaram cedo ao Congresso para impedir a mobilização dos oposicionistas em torno do requerimento. O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), coordenou a ação para derrubar uma nova convocação da ministra. Por telefone, o líder mobilizou governistas para comparecerem à comissão com o objetivo de evitar a convocação da ministra.
"Se a oposição sai da normalidade, temos que reagir. Isso faz parte do jogo político. É um clima que não precisa existir no Senado", reagiu Jucá.
Segundo o líder, o único fórum adequado para ouvir a ministra sobre o dossiê é a CPI dos Cartões Corporativos --onde os governistas já derrubaram pelo menos cinco requerimentos de convocação de Dilma.
Depoimento
Jucá confirmou para o dia 30 de abril o depoimento de Dilma na Comissão de Infra-Estrutura do Senado para falar exclusivamente sobre o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) do governo federal. O líder vai apresentar recurso à comissão, nesta terça-feira, para derrubar outro requerimento de convocação da ministra para que ela explique o dossiê anti-FHC --montado com informações levantadas pela Casa Civil.
O governista argumenta que a comissão não tem poderes para ouvir Dilma sobre o vazamento de informações Civil que deu origem ao dossiê --uma vez que o tema da comissão é infra-estrutura.
"A convocação é para que a ministra fale do PAC e de usinas hidrelétricas. Se ela for questionada, caberá a ela responder ou não. Mas regimentalmente, qualquer outra pergunta ou resposta vai depender da vontade da ministra", disse Jucá.
O presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), criticou nesta terça-feira a "blindagem" imposta pelo governo à ministra-chefe da Casa Civil. Na opinião de Garibaldi, está havendo "paternalismo" do governo federal com "excesso de proteção" à ministra para que não explique o dossiê.
"É um excesso de zelo dos líderes do governo. Mas há uma hora em que dedicação como essa não faz bem à ministra nem ao país", afirmou.
Em resposta ao presidente do Senado, Jucá negou que haja "paternalismo" do governo em relação a Dilma. "Eu não acho que há paternalismo. A ministra Dilma é uma guerreira, faz um grande trabalho no governo. O que há é respeito ao regimento do Senado", reagiu Jucá.
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Pela lógica, as fichas para corrupção do PT vem da éra FHC ou Serra?
Uma equação um tanto estranha para justificar as falcatruas do PT.
A culpa é de Serra entao?
[]s
Eduardo.
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Ainda veremos muito tucano e demos pfl na cadeia e o povo paulista, mineiro, gaúcho pedindo desculpas por tamanha ignorância...!!!
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