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Brasil
22/04/2008 - 13h35

Haddad defende fim de cartões corporativos para reitores de universidades públicas

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RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

O ministro Fernando Haddad (Educação) defendeu nesta terça-feira o fim da autorização de uso de cartões corporativos pelos reitores de universidades públicas federais. Segundo ele, a utilização de cartões deve ser restrita a funcionários administrativos responsáveis pelas contas das instituições.

"Eu considero que não é um instrumento adequado para as pessoas que estão nessa situação de grande visibilidade, sem tempo sequer para se dedicar às normas que regem o instrumento", disse o ministro, após participar de um seminário sobre educação no Senado.

Segundo Haddad, servidores com formação específica e dedicação exclusiva é que deveriam cuidar do uso de cartões corporativos.

"Eu penso que há servidores que podem se dedicar a isso de forma exclusiva, garantindo que as normas sejam cumpridas. Um ministro e um reitor têm tantos assuntos, ter de se dedicar a isso, e fazer bom uso de um instrumento tão complexo não é o caminho", disse o ministro.

Haddad afirmou que ele nunca teve nem pretende portar um cartão corporativo. Ele afirmou que não tem "condições" para administrar "mais um cartão". "Não tenho [cartão corporativo]. Nem nunca tive. Não ia me julgar em condições de administrar mais um cartão."

Unifesp

Para o ministro, as denúncias do reitor da Unifesp, Ulysses Fagundes Neto --acusado de ter gasto mais de R$ 12 mil em viagens internacionais, nos últimos dois anos, com o cartão corporativo do governo federal-- caminham para a negociação.

Segundo Haddad, o fato de Fagundes Neto ter reembolsado o governo e buscar o diálogo evita uma eventual crise na universidade paulista.

Haddad rebateu a possibilidade de vir a ocorrer na Unifesp o que houve na UnB (Universidade de Brasília) --quando alunos ocuparam a reitoria da universidade por 15 dias em protesto pela permanência do ex-reitor Timothy Mulholland, denunciado por uso indevido de recursos destinados à pesquisa.

"Não acredito que o caso seja o mesmo", afirmou o ministro, ao ser questionado sobre as semelhanças entre as denúncias da UnB e a Unifesp. "O caso da Unifesp envolve uma pessoa, já da UnB era mais complexo", disse ele.

Comentários dos leitores
Eduardo Giorgini (345) 12/10/2009 11h02
Eduardo Giorgini (345) 12/10/2009 11h02
"Oposição critica sigilo em gastos do governo após análise das informações no TCU"
Pela lógica, as fichas para corrupção do PT vem da éra FHC ou Serra?
Uma equação um tanto estranha para justificar as falcatruas do PT.
A culpa é de Serra entao?
[]s
Eduardo.
sem opinião
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Luís da Velosa (1172) 18/08/2009 07h48
Luís da Velosa (1172) 18/08/2009 07h48
Cartão Corporativo... mais atos secretos. Cadê a transparência?! Meu Deus, que horror! Quanto cinismo! Quanta corrupção! sem opinião
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Monica Rego (311) 17/08/2009 15h49
Monica Rego (311) 17/08/2009 15h49
La vem a mídia conservadora e os demos tucanos, com memória curta já devem ter se esquecido do serra-card ou alguma coisa mudou?!
Ainda veremos muito tucano e demos pfl na cadeia e o povo paulista, mineiro, gaúcho pedindo desculpas por tamanha ignorância...!!!
33 opiniões
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