Haddad defende fim de cartões corporativos para reitores de universidades públicas
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
O ministro Fernando Haddad (Educação) defendeu nesta terça-feira o fim da autorização de uso de cartões corporativos pelos reitores de universidades públicas federais. Segundo ele, a utilização de cartões deve ser restrita a funcionários administrativos responsáveis pelas contas das instituições.
"Eu considero que não é um instrumento adequado para as pessoas que estão nessa situação de grande visibilidade, sem tempo sequer para se dedicar às normas que regem o instrumento", disse o ministro, após participar de um seminário sobre educação no Senado.
Segundo Haddad, servidores com formação específica e dedicação exclusiva é que deveriam cuidar do uso de cartões corporativos.
"Eu penso que há servidores que podem se dedicar a isso de forma exclusiva, garantindo que as normas sejam cumpridas. Um ministro e um reitor têm tantos assuntos, ter de se dedicar a isso, e fazer bom uso de um instrumento tão complexo não é o caminho", disse o ministro.
Haddad afirmou que ele nunca teve nem pretende portar um cartão corporativo. Ele afirmou que não tem "condições" para administrar "mais um cartão". "Não tenho [cartão corporativo]. Nem nunca tive. Não ia me julgar em condições de administrar mais um cartão."
Unifesp
Para o ministro, as denúncias do reitor da Unifesp, Ulysses Fagundes Neto --acusado de ter gasto mais de R$ 12 mil em viagens internacionais, nos últimos dois anos, com o cartão corporativo do governo federal-- caminham para a negociação.
Segundo Haddad, o fato de Fagundes Neto ter reembolsado o governo e buscar o diálogo evita uma eventual crise na universidade paulista.
Haddad rebateu a possibilidade de vir a ocorrer na Unifesp o que houve na UnB (Universidade de Brasília) --quando alunos ocuparam a reitoria da universidade por 15 dias em protesto pela permanência do ex-reitor Timothy Mulholland, denunciado por uso indevido de recursos destinados à pesquisa.
"Não acredito que o caso seja o mesmo", afirmou o ministro, ao ser questionado sobre as semelhanças entre as denúncias da UnB e a Unifesp. "O caso da Unifesp envolve uma pessoa, já da UnB era mais complexo", disse ele.
Leia mais
- Entenda o caso envolvendo os cartões corporativos do governo
- Sub-relatorias na CPI dos Cartões geram impasse
- Acordo deve derrubar convocação de Dilma para explicar dossiê
- Governo faz ofensiva para blindar Dilma em depoimento no Senado
- Governo e oposição indicam integrantes das sub-relatorias da CPI dos Cartões
Especial


Pela lógica, as fichas para corrupção do PT vem da éra FHC ou Serra?
Uma equação um tanto estranha para justificar as falcatruas do PT.
A culpa é de Serra entao?
[]s
Eduardo.
avalie fechar
avalie fechar
Ainda veremos muito tucano e demos pfl na cadeia e o povo paulista, mineiro, gaúcho pedindo desculpas por tamanha ignorância...!!!
avalie fechar