Oposição critica sigilo em gastos do governo após análise das informações no TCU
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
Parlamentares da CPI dos Cartões Corporativos que fizeram nesta terça-feira uma análise inicial nos gastos sigilosos do governo com os cartões disponíveis no TCU (Tribunal de Contas da União) não encontraram motivos para que o Palácio do Planalto insista em mantê-los em segredo --com o argumento de que comprometem a segurança nacional.
Apesar de proibidos de divulgar o teor dos documentos, integrantes da oposição afirmaram que o TCU já encontrou irregularidades nos gastos, como fracionamento de licitações, nas auditorias realizadas pelo órgão.
"Os pareceres do TCU que estão nos processos sigilosos apontam gastos irregulares e excesso no uso dos cartões em ocasiões que não deveriam ocorrer", afirmou o deputado Índio da Costa (DEM-RJ). Segundo o parlamentar, a análise inicial dos gastos ainda não apontou ilícitos que comprometam o governo politicamente.
"Na minha opinião, os dados que estão lá não são sigilosos. Não tem nada ali que coloque em risco a segurança do presidente ou da sua família. Fica ridículo da parte do governo dizer que os gastos são sigilosos", afirmou.
A disposição dos partidos de oposição é pedir, na CPI dos Cartões, a quebra dos sigilos dos gastos em que forem encontrados indícios de irregularidades. "A lei não permite que [as informações] sejam tornadas públicas. Se o entendimento é que são sigilosos, vou respeitar o sigilo. Se encontrarmos indícios, votamos a quebra dos sigilos na CPI", afirmou o deputado.
Análise
Os integrantes da CPI terão até o dia 22 de maio para analisarem os gastos sigilosos no TCU. Ao todo, os governistas indicaram quatro parlamentares e a oposição outros quatro para a análise dos dados. Outros integrantes da comissão também poderão comparecer ao tribunal, desde que troquem de lugar com os oficialmente indicados.
Os parlamentares poderão permanecer no TCU diariamente, incluindo finais de semana, das 8h às 22h. Cada um poderá levar um assessor parlamentar para auxiliar na análise de dados, mas foram impedidos pela presidente da CPI, senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), de portarem telefones celulares ou copiarem integralmente os documentos com o objetivo de evitar vazamentos.
A CPI não terá reuniões oficiais esta semana, justamente para facilitar a análise dos dados sigilosos e dos gastos do governo que chegaram à comissão. Ao todo, a CPI recebeu mais de 2.000 caixas com comprovantes de gastos não sigilosos do governo com cartões corporativos.
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Pela lógica, as fichas para corrupção do PT vem da éra FHC ou Serra?
Uma equação um tanto estranha para justificar as falcatruas do PT.
A culpa é de Serra entao?
[]s
Eduardo.
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Ainda veremos muito tucano e demos pfl na cadeia e o povo paulista, mineiro, gaúcho pedindo desculpas por tamanha ignorância...!!!
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