Estados deram indenizações a 2.272 vítimas da ditadura
FELIPE BÄCHTOLD
da Agência Folha
O grupo dos maiores Estados do país concedeu, em média, uma indenização por dia a vítimas do regime militar nos últimos cinco anos. O gasto estimado dos pagamentos, somados, é de R$ 50 milhões.
O governo federal desembolsou no mesmo período R$ 99,3 milhões com indenizações a perseguidos pela ditadura (1964-1985) --e prevê gastar ainda mais R$ 2,8 bilhões. Como as leis são independentes, as vítimas que pedem ressarcimento aos Estados podem também solicitá-lo à União.
São Paulo lidera o reconhecimento a perseguidos, com 812 aprovações desde 2003. Minas paga em média as maiores indenizações: todos os 355 beneficiados receberam R$ 30 mil cada um. No total, SP, RJ, MG, PR, PE e CE autorizaram o benefício nos últimos cinco anos para 2.272 pessoas. No plano federal, a comissão que analisa os pedidos aprovou 24 mil indenizações desde 2002.
Dos dez maiores Estados do país em população, só Bahia e Pará não possuem leis estaduais regulando o pagamento de indenização a vítimas do regime militar --o governo do Maranhão não respondeu ao questionamento. O Rio Grande do Sul pagou 1.670 indenizações, mas nenhuma nos últimos cinco anos.
O benefício é pago nos Estados devido a danos provocados por órgãos públicos estaduais, como as polícias militares. A maioria dos beneficiados afirma ter sido presa injustamente. Alguns argumentam que houve prática de tortura. Ex-sindicalistas, jornalistas e ex-líderes estudantis estão entre os grupos que mais pedem o ressarcimento, segundo os Estados.
Sem pensão
Paraná e Rio Grande do Sul, no fim dos anos 90, foram os pioneiros na elaboração de leis beneficiando vítimas, segundo a Associação de Defesa dos Direitos e Pró-Anistia Ampla, que reúne perseguidos. Em São Paulo, uma lei semelhante foi promulgada em 2001.
Ao contrário do governo federal, os Estados não pagam pensões vitalícias a perseguidos pela ditadura. Os governos estaduais fixaram um teto de indenização em R$ 30 mil por pessoa, pagos de uma vez. Entre os maiores Estados, SP é o único que paga ressarcimentos individuais acima desse valor -o máximo é R$ 39 mil.
Uma comissão dentro da secretaria do Estado ligada a direitos humanos analisa as provas apresentadas, como fichas de prisão. Em Minas, Paraná e São Paulo, a comissão é formada por integrantes externos ao governo, como Ministério Público, médicos e professores universitários.
Novos pedidos continuam sendo analisados pelos governos estaduais. No Rio, 174 pessoas aguardam julgamento das solicitações. No Paraná, uma comissão, que havia encerrado os trabalhos em 2004, foi reinstalada no começo do mês.
"O Estado está fazendo um mea-culpa publicamente [ao conceder os benefícios]", diz o subsecretário de Direitos Humanos de Minas, João Baptista.
"Comedido"
O valor pago como indenização a vítimas do regime militar é "muito comedido" na maioria dos casos, segundo José Wilson da Silva, 76, presidente da Associação Pró-Anistia. Ele diz que casos de ressarcimentos milionários são escassos e que a proporção dos indenizados é muito pequena em relação à quantidade de pessoas que sofreram em ações da ditadura.
"Tinham assado pelos "porões da ditadura", até 1978, [estima-se] 500 mil pessoas. Pediram reparação 50 ou 60 mil, o que dá 10%. É um número relativamente pequeno."
Silva, que é capitão reformado do Exército no RS, afirma que R$ 5.000, valor mínimo concedidos pelos governos dos Estados, "não vão reparar" danos causados às famílias. "Nunca vai tirar o choque que alguém levou no pau-de-arara."
Para ele, a concessão de benefícios com valores elevados a personalidades prejudicou a causa dos perseguidos. Recentemente, foram aprovadas as indenizações dos cartunistas Ziraldo e Jaguar. Eles vão receber R$ 1 milhão cada um.
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HAHAHAHAHAHA.....
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Bem SR. Procurador o seu papel é julgar a corrupção e a aposentadia de quem já ganha muito em outras aposentadorias mais o dinheiro da Presidencia vitalicia do PT, não tem necessidade disso.
Vou lhe contar uma triste histórinha, minha mãe se aposentou com tres salarios minimos a mais ou menos 22 anos atras hoje ela ganha 695,00, veja bem Sr. Procurador, ela pagou para se aposentar e o dinheiro dela e de outros aposentados que estão precisando com mais de 80 anos é transferido para ganha um monte de aposentarias, são aposentarias e premios por todos os lados.
Dizem que o filho do Presidente comprou uma fazenda chamada de fortaleza por 50 milhões, eles ganhava 1.500,00 reais por mes e conseguiu com suas economias comprar essa fazenda.
Será que o Pai dele não ajudou com as economias das aposentadorias.
Com tudo isso sinto vergonha de ser brasileiro, ou se não tenho vergonha de ser brasileiro tenho nojo de ter pessoas desse tipo como o Sr. Procurar vivendo com o meu dinheiro.
É dificil aceitar isso tudo assim, ainda por cima temos a violência que o Sr. não faz nada e nosso Presidente assiste a tudo a 7 anos, deixando chegar aos limites da destruição social.
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Claro que é. Ilegal e criminoso é o benefício dos aposentados que foi lesado pelo FHC e confirmado pelo novo Governo.
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