Professores da Unifesp rejeitam pedido de afastamento do reitor
Colaboração para a Folha Online
Atualizado às 18h26
Os docentes da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) rejeitaram nesta quarta-feira, em assembléia, a proposta de pedir o afastamento do reitor Ulysses Fagundes Neto. No total, 165 professores foram contrários à proposta, 5 foram favoráveis. Houve 13 abstenções. O reitor é acusado de gastar R$ 12 mil em viagens internacionais, nos últimos dois anos, com cartão corporativo.
A assembléia foi realizada pela Adunifesp (Associação dos Docentes da Unifesp) e reuniu cerca de 200 pessoas, segundo o diretor de imprensa da associação, Francisco Lacaz. "Um número expressivo de docentes próximos ao reitor participou da votação", explica. Para ele, esse foi o motivo pelo qual os docentes não aprovaram o pedido de afastamento de Fagundes Neto.
Durante a assembléia, os docentes também votaram outras duas propostas. A única aprovada pelos professores foi a de criar uma comissão para acompanhar as investigações sobre os gastos indevidos do reitor. Segundo Lacaz, a comissão será formada por cinco membros, sendo um representante de cada campus da universidade e um representante da Adunifesp.
A associação pretende marcar uma nova assembléia para reavaliar as atitudes dos docentes conforme o desenrolar das apurações. "Provavelmente será na semana que vem, mas ainda estamos definindo a data, por causa do feriado [do Dia do Trabalho]", explicou Lacaz.
Plebiscito
O DCE (Diretório Central dos Estudantes) da Unifesp marcou para a próxima sexta-feira a realização de um plebiscito sobre um possível pedido de afastamento do reitor Fagundes Neto da universidade. O texto do plebiscito ainda não está definido, segundo o coordenador do DCE Mateus Ferreira Veloso Lima. No mesmo dia, serão realizados uma paralisação, um ato de protesto e uma nova assembléia de estudantes.
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Sim, sou favorável!
Em palavras que aprendi com outros:
"Não é de novas partilhas pela violência, mas de transformações graduais das idéias que se necessita: é necessário que em todos a justiça se torne mais forte e o instinto de violência mais fraco. Nietzsche.".
"..Sim, há progresso da humanidade na justiça , mas esse progresso de nossa liberdade, devido inteiramente ao progresso de nossa inteligência , não prova certamente nada para a bondade de nossa natureza;"mais a frente,diz: "..apeguei(o homem) ao tríplice dogma da prevaricação, da condenação e da redenção , isto é, da perfectibilidade por meio da justiça"Proudhon.
"As massas sob regime despótico só conhecem a dependência , a submissão, a sujeição; a obediência passiva satisfaz a sua filosofia política;carecem da força e da resistência contra o que elas julgam o inevitável, deixam-se adormecer na apatia.".Jhering
De um brasileiro:"Quanto mais a sociedade política se aperfeiçoa, mas vão sendo cerceadas as possibilidades do emprego da força por parte dos indivíduos...porque o poder político visa monopolizar os meios de ação coercitiva e chama a si a arbitragem de todos os conflitos e o emprego regular de toda coação material"-Caetano M.
Concluo com Jhering:"Para o homem não inteligente é muda a experiência , que aproveita ao ser inteligente , dotado da força moral para seguir as suas lições(...)O Poder público recorre ao Direito porque nele descobre o seu interesse bem entendido.".
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O silêncio é ensurdecedor!
Mas, ainda não escutei nada.
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