Brasil
23/04/2008 - 16h55

Palocci é eleito presidente da comissão da reforma tributária

GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O deputado Antônio Palocci (PT-SP) foi eleito nesta quarta-feira para a presidência da comissão especial de reforma tributária da Câmara. Depois de uma disputa interna na base aliada, o PT foi obrigado a ceder a relatoria da comissão ao deputado Sandro Mabel (PR-GO) --que foi indicado formalmente para o cargo por Palocci logo após de ser eleito.

O PMDB, que também reivindicava a presidência da comissão, conseguiu emplacar o deputado Edinho Bez (PMDB-SC) na vice-presidência da comissão especial.

O PT brigava pela relatoria porque, tradicionalmente, é o cargo de maior expressão nas comissões. Os petistas também defenderam o nome de Palocci para a relatoria com o objetivo de resgatar a sua imagem, desgastada desde que deixou o governo sob a acusação de quebra de sigilo do caseiro Francenildo Costa.

O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), fez um apelo para que a comissão aprove a reforma no prazo de 40 sessões plenárias previsto pelo regimento interno da Casa. Chinaglia defende que a reforma tributária seja aprovada no plenário da Câmara até o final do primeiro semestre deste ano.

"O importante é votar a reforma no plenário no primeiro semestre deste ano. Das outras vezes, não conseguimos êxito aqui na Casa na tentativa de se aprovar qualquer proposta de reforma", ressaltou.

Eleito presidente da comissão por 12 votos favoráveis contra três brancos, Palocci se comprometeu em acelerar os trabalhos da comissão para garantir que a reforma seja aprovada até o final do primeiro semestre. "Vamos trabalhar com a determinação de não solicitarmos a prorrogação dos trabalhos. As 40 sessões são suficientes, principalmente porque não começamos agora a discutir a reforma. A comissão não parte do zero."

Na opinião de Palocci, "melhor do que lamentar o tempo perdido" nas discussões da reforma é "usar a experiência adquirida nesse período" para agilizar a votação da matéria. "O objetivo colocado pelo presidente Chinaglia para que a Câmara vote a reforma até o final do primeiro semestre é ambicioso, mas possível de ser cumprido", disse Palocci.

O relator da comissão, por sua vez, também disse acreditar que a reforma será aprovada neste semestre de forma consensual, sem disputas entre governo e oposição. "A reforma tributária não é do governo, nem da oposição. Vai ser a reforma do Brasil e dos brasileiros", afirmou Mabel.

Comentários dos leitores
Miriam Sartori (36) 17/05/2008 08h04
Miriam Sartori (36) 17/05/2008 08h04
Esse governo esta fazendo do País gato e sapato. Pior de tudo, é e inércia do povo em relação a isso tudo. Importante para os brasileiros é tão somente a disputa entre clubes esportivos, de resto?????. Se o povo torcesse para um País melhor e mais justo, como torce e briga nas partidas de futebol, com certeza, Palloci, Dirceu não estraiam ainda na ativa, muito menos o Governo. Merecemos. sem opinião
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adão nereu barbosa (153) 24/04/2008 07h24
adão nereu barbosa (153) 24/04/2008 07h24
JUNDIAI / SP
Seria cômico, se não fosse trágico..
Que seriedade há neste homem, para tratar de um assunto, que o propósito final é trazer justiça social ao país? Tem Palloci, pelo que fez enquanto prefeito de Ribeirão Preto, e ainda é investigado pela polícia, moral para continuar na vida pública do país?
Pelo que trouxe a vida do caseiro e o estrago à credibilidade de um ministério, seria este homem indicado para alguma coisa imprescindível para o Brasi???l... Isto sem falar das farras, com o dinheiro público, em meio a partidas de tênis na quadra e brincadeiras de sei lá o quê, numa mansão.
Quanto mais o tempo passa, mais o PT me estarrece.. Sei é bem verdade, que este partido virou coisa de LOBISTKY, porqe só mesmo lobby, e lobby daqueles mais indigestos pode sustentar este partido no poder. Mas descobri mais uma... o T é também de Traidores.. quer ver só.. de onde ParTe a idéia de ressuscitar aquilo que para eles já foi o maior dos males do BRASIL.
Quatro meses depois de o Senado ter aprovado o fim da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), um deputado do PT vai sugerir ao governo a recriação do imposto do cheque, dessa vez em caráter definitivo,. Quatro meses depois de o Senado ter aprovado o fim da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), um deputado do PT vai sugerir ao governo a recriação do imposto do cheque, dessa vez em caráter definitivo,
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Carlos Lobitsky (1390) 23/04/2008 14h06
Carlos Lobitsky (1390) 23/04/2008 14h06
SAO PAULO / SP
Bom dia aos srs.moderadores e aos presentes.
No final das contas a Reforma acontecera atraves da OPOSIÇÃO, ou seja quem acusou o governo de fazer oque ele quer, se enganou, como sempre.
O governo colocou como anteriormente fez, a Reforma Tributaria para DEBATES E ENTENDIMENTOS,
E para tanto nada melhor que a DITA OPOSIÇÃO, faça o seu projeto e todos debatam,
Incluindo os Governadores, e Prefeitos lógico.
Pois dinheiro todos precisam para administrar, mas saber aplicar os recursos é outra coisa.
Vamos agóra ver os mecanismos que a DITA OPOSIÇÃO VAI CRIAR PRA EVITAR FRAUDES, E DESVIOS.
Vamos todos nós mandarmos e-mails para esta comissão arguindo de como esta indo a reforma tributaria, e oque estão de fato fazendo e propondo fazer.
Continuo votando em LULA E NO PT.
PARABENS PELA INICIATIVA A AMBOS POIS ASSIM NINGUEM VAI DIZER QUE ESTA HAVENDO OBSTRUÇÃO, QUE QUEM SEMPRE FAZ É O SR.ARTHUR VIRGILHO, do vulgo PSDB.
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